out 23, 2017
Tamy

Look da noite: vestido de festa, sem salto e com acessórios baratinhos

Quem andou garimpando peças no meu bazar deve ter visto esse vestido da Antix por lá. Ele é maravilhoso e eu usei uma vez só, em uma SPFW com uma camiseta por cima. Achava que um vestido lindo assim merecia sair mais e coloquei no bazar, até porque eu emagreci bastante e ele ficava grande.

Mas aí apareceu uma festa e eu decidi tirar ele do bazar, ajustar e assumir a relação. Além de ter custado pouco, ainda complementei com uma clutch que eu já tinha (que lembra um livro) e acessórios baratinhos dessas lojinhas de R$12.

A inovação ficou por conta da sandália rasteira, visto que eu estou cansada de cansar os pés em salto de festa e não sou fã daqueles chinelinhos em casamento. O melhor é que agora tenho uma sandália linda que já usei várias vezes e está se pagando, ao contrário dos calçados caros que a gente usa uma vez só.

Afinal, quem vai sem cabelo, não tem problema em ir sem salto a uma festa 😛

• Vestido Antix
• Acessórios AMO
• Clutch Zara
• Sandália Louloux

out 17, 2017
Tamy

Simplificando a vida

Eu tinha 8 anos quando passei batom pela primeira vez. Escondida da minha mãe, que batia o pé dizendo que criança tinha que ser criança, apliquei o batom de tom amarronzado, típico dos anos 1990 e me senti linda. Naquela época já acordava cedo antes de ir à escola para arrumar os cabelos e, como usava uniforme, caprichava nos acessórios. Conforme os anos foram seguindo, passei a acordar cada vez mais cedo já que o cabelo era rebelde e fazer escova tomava um bom tempo, também era preciso verificar se nenhum pelo da já ultra-depilada sobrancelha estava fora do lugar.

Assim fui me rendendo mais e mais aos rituais de beleza que – segundo aprendi – garantiam que eu fosse bonita e feminina. A autoestima não era lá essas coisas, tinha orelhas de abano que minha professora de balé grudava na cabeça com cola, usava aparelho nos dentes desalinhados, precisava de óculos de grau e lidava com um fios que teimavam em ondular. Tudo indicava que meu maior predicado deveria ser a inteligência. Sabe como é, em cidade do interior de Santa Catarina ou se tem 1,75m com olhos claros ou se aceita que nem a faixa de Miss Simpatia será sua.

Quando entrei na faculdade, um novo mundo se abriu e conheci gente de todo jeito. Aceitei o cabelo crespo, depois cortei à Chanel, depois mais e mais curto. Encontrei meu rosto e até que não era mau! As orelhas incomodavam ainda, mas com um truque no cabelo dava para disfarçar.

Comecei a nadar, conheci atletas de corpo perfeito. Eu treinava muito, mas não importava quantos quilômetros eu completasse ao dia, o corpo não ajudava. Fui ao médico, “só com lipo” ele asseverou. Desisti, era estagiária, não tinha grana. Admirava aquelas mulheres com gomos na barriga e músculos na coxa que eu nem sabia que existiam. Eram triatletas, treinavam umas 4 horas ao dia, só assim para conseguir aquela coxa. Eu era universitária e estagiava em 2 lugares, melhor me conformar.

Quando conheci a noite de Porto Alegre, a sensação era de finalmente me sentir em casa. Era início dos anos 2000 e tinha gente de todo jeito: com cabelo, sem cabelo, tatuada, colorida, descolada, punk, rasta, black power e até… comum, todos convivendo no mesmo espaço. Fiquei encantada.

Passei a ter cabelos de todas as cores e jeitos, acompanhados por delineado gatinho imenso. Era divertido. Descobri que eu não precisava ser linda como as loiras de Santa Catarina ou as atletas do triatlo. Descobri cores, texturas, modelagens e maquiagens. Gastei muito, acumulei horrores, criei um blog, conheci gente.

Os 30 chegaram e após duas décadas acordando cedo para parecer impecável para a sociedade, cansei. Fiquei “relaxada” segundo minha mãe. Cortei o cabelo do jeito mais curto que pude convencer o cabeleireiro, tratei da pele e agora praticamente só uso maquiagem nos olhos e o inseparável batom, meu primeiro amor.

A sociedade não aprovou a mudança. “Uma mulher de cabelo tão curto só pode ter algum problema!”
“Está doente?” pergunta um aqui. Ali, uma conhecida segura minha mão com lágrimas nos olhos e questiona sobre a quimio. Adiante escuto uma piadinha sobre salvar o cabelo antes dele derreter de tanta química. “Já sei! Quer engravidar!” alguém tenta adivinhar.

Interessante como buscamos explicações complexas para algo fácil: estou simplificando. Cabelo prático de cuidar, maquiagem rápida de fazer (e só quando eu estou a fim), looks confortáveis, boa parte de brechó. Semana passada até arrisquei usar sandália sem salto em um casamento.

Ainda amo moda, sapatos de salto, cabelos e maquiagem. Mas agora uso quando eu quero e não quando a sociedade acha que eu devo. Ainda tenho muitos excessos para deixar para trás. Não para conquistar os sonhados gomos na barriga, mas para me libertar de coisas que só ocupam espaço e não preenchem a alma.

E as orelhas? Elas continuam no mesmo lugar que sempre estiveram, provavelmente até maiores do que na época em que minha professora as colava, mas agora eu as amo e enfeito com brincos enormes.

Negar quem a gente é, sufoca, desgasta, dói e sai caro. Nenhuma roupa ou maquiagem vai lhe fazer se sentir bonita enquanto você tentar se encaixar na moldura que os padrões de beleza querem impor. Aceitar-se é o primeiro passo para trabalhar aquilo que é necessário mudar lá dentro e que vai lhe fazer linda de verdade. Só assim seremos melhores para nós, para quem amamos e para o mundo.

set 5, 2017
Tamy

O bazar voltou!

Ele voltou! O bazar com looks que passaram pelo blog está no ar e tem peças a partir de R$15, parcelamento no cartão e muitas raridades.

O endereço é o mesmo de sempre derepentebazar.iluria.com 

Parte da renda vai para ajudar os animais de rua que resgato, esse ano foram 7 gatinhas e agora estou com um cãozinho que precisou de cuidados especiais. Isso custa caro e como estamos em crise, nada melhor que fazer a energia rodar e ainda ajudar os bichinhos né?!

Olha o que você encontra por lá.

jul 17, 2017
Tamy

Look do dia: casaco de pelúcia

Não sou fã do inverno, mas já que temos que passar por isso, que seja divertido! E minha grande diversão nos dias frios são os casacos de pelúcia. Eles são super quentes, glamourosos e deixam qualquer produção com uma cara fashion. Quem foi pega de surpresa pelo frio pode aproveitar as liquidações de inverno que estão cheias desses casacos maravilhosos. Depois é só misturar com sua produção favorita de outono e curtir o frio!

• Casaco Nastygal
• Camiseta Liverpool
• Calça Luigi Bertolli customizada
• Bracelete Kafé usado como choker
• Brincos Renner
• Bota Ceconello

jul 6, 2017
Tamy

10 dicas para começar a correr

Em junho completei minha primeira meia-maratona. Foram 21km que pareciam tão distantes quando – há cerca de um ano – comecei a correr os primeiros metros. Aos poucos fui conquistando os 3, os 5, os 10, os 15 e quando percebi os 21 quilômetros chegaram.

Lá em janeiro eu e a Pati Pontaldi (de As Patrícias) trocamos algumas figurinhas e – iniciantes, mas esforçadas – decidimos correr juntas a Maratona de Porto Alegre, que acontece em junho. Até então as duas estavam na média de 8 a 10 km por treino. E não é que conseguimos?!

Se você também tem vontade de correr por aí superando os próprios desafios, confira algumas dicas para chegar lá:

1. Consulte um profissional

Não é uma boa ideia calçar um tênis e sair correndo. Converse primeiro com um treinador, um fisioterapeuta ou um médico. Se for necessário eles indicarão especialistas que irão ajudar a conquistar seus primeiros quilômetros. Isso irá evitar dores e até lesões mais graves que podem te deixar mais longe do seu objetivo. Eles também vão ajudar a escolher um tênis adequado que não custe um rim.

2. Respeite seu corpo

Comece com caminhadas, sem esquecer de alongar antes e depois do exercício. Evite horários de muito calor ou frio. Conquiste a flexibilidade e o fôlego aos poucos, sem forçar o corpo e perder dias em casa tomando medicamento para dor.

3. Use a tecnologia a seu favor

Aplicativos como o Runkeeper e o Runastic monitoram seus exercícios, dão trajetos, estatísticas e são excelentes companheiros para quem, como eu, corre sozinha.
No site do Runkeeper é possível definir uma meta e buscar treinos personalizados para cada objetivo: seja perder peso, começar a correr ou concluir uma corrida. Depois de selecionar o treino do dia, o app sinaliza como você deve correr, qual o ritmo e quando deve mudar a velocidade. É excelente e gratuito!

4. Receba recompensas

Ainda no terreno da tecnologia, um app chamado Heartbit é um grande estímulo para se exercitar com chuva ou nos dias frios. Ele converte seu treino em pontos Multiplus e ao acumular uma quantidade mínima você pode trocar por produtos e até por passagens aéreas. O bacana é que ele oferece mais pontos a quem está há mais tempo mantendo uma rotina de exercícios a cada dois dias, então, para não quebrar o ritmo (e os pontos) eu me animo a sair até nas férias!

5. Beba água

Sem água não há rendimento, principalmente em um país quente como o nosso. Procure se hidratar antes, depois e se o treino for longo, durante a corrida. Há pochetes (cintos de hidratação) e até mochilas com pequenas garrafinhas de água para quem corre na rua.
Beber água durante o dia também ajuda o metabolismo a funcionar melhor. Se você não é muito disciplinada nesse aspecto, o app iDrinkWater pode ajudar.

6. Capriche na trilha sonora

A música certa pode ser aliada nos treinos, encontre aquela que ajuda a manter a concentração e o ânimo. Montar uma playlist para corridas evita caçar músicas durante o treino, o que pode distrair e atrasar a corrida. Eu gosto das com o compasso parecido com o meu ritmo de corrida. Quem tem o privilégio de se exercitar longe do barulho pode curtir a natureza 🙂
Mas atenção: cuidado com fones de ouvido que isolam os sons externos, principalmente ao correr nas ruas. Sempre olhe para os dois lados antes de atravessar a rua ou ciclovia e quando for mudar de direção, sinalize ou verifique se não irá cruzar o caminho de alguém.

7. Compartilhe suas metas

Procure alguém com a mesma meta que você ou divida o seu objetivo com uma pessoa que te anime. Só não vale desistir se a outra pessoa se cansar ou perder o foco.

8. Medite

Por essa você não esperava, né!? Meditar ajuda no autoconhecimento, no foco e é o primeiro passo para grandes conquistas. Há muitas formas de meditar e até oficinas/cursos com técnicas. Não se preocupe em ficar 1 hora sentada em postura de lótus sem pensamentos em mente, meditar é um exercício e como tal deve começar aos poucos, respeitando a mente e o corpo.
A meditação ajuda a administrar a ansiedade, a frustração, o medo e outros sentimentos que atrapalham a corrida. Correr não é tão difícil, depois do corpo se habituar, a maior barreira é a mente.

9. Crie uma rotina

Se você deixar para se exercitar “quando der”, provavelmente não vai encontrar tempo para encaixar o treino na sua agenda. Estabeleça dias e horários, isso ajudará a trabalhar a disciplina e afastar as desculpas que costumamos encontrar quando decidimos mudar um hábito.

10. Sai pra lá!

Quando você contar por aí que está pensando em correr, vai escutar comentários sobre lesões, gente que viciou e perdeu o namorado (oi?), que o corpo não foi feito pra isso e um monte de outras bobagens. É impressionante como quando você resolve mudar um hábito, as pessoas passam a se preocupar com a sua saúde e opinar sobre o que é ou não bom para você. Ignore. Afinal, você conversou com profissionais e – se eles te liberaram para o exercício – você está pronta!

Boa sorte e bons treinos!
Metas são sonhos com data para acontecer.

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