jan 12, 2018
Tamy

Racismo contra asiáticos e xenofobia

2018 chegou chegando, a mulherada já mandou ver no Golden Globes, as male tears já começaram e a vida segue seu curso natural de evolução. Feminismo foi escolhida a palavra do ano em 2017 e muita gente começou a abrir os olhos para o que antes era tido como “mimimi“.

Falando em mimimi e abrir os olhos, resolvi voltar do meu ano sabático com um tema que há muito quero abordar, mas levei tempo para elaborar e entender o processo que vivenciei: racismo contra asiáticos.

Talvez você nunca tenha escutado falar, nem saiba que isso existe. Talvez já esteja elaborando um monte daquelas defesas automáticas que a mente criando quando se dá conta que talvez tenha feito algo errado. Algo do tipo “mas eu amo anime/mangá/kpop” ou “japoneses são inteligentes” ou “adoro comida chinesa”.  Mas se você achou engraçada a imagem acima ou já riu de piadas do tipo “japoneses são todos iguais” e “pastel de flango”, sinto lhe informar, mas isso é racismo.

Quando se fala em racismo contra asiáticos, as questões não são as mesmas do racismo contra negros. São mais sutis, o asiático é aquele amigo diferente que você quer ter por perto, ele é quase branco. A família dele tem uns costumes e uns nomes meio esquisitos, mas ele é legal!

Eu poderia fazer uma lista imensa de como é ruim crescer/viver entre brancos e muita gente diria que é mimimi. Mas vou resumir contando que, meu sonho de criança era fazer uma cirurgia para ter os olhos menos puxados e parecer com minhas colegas. Quando tinha 7 anos e estava trocando os dentes de leite, uma criança olhou pra mim, apontou e disse “olha mãe, não sabia  que japoneses também trocavam de dente que nem eu” e a mãe respondeu “sim, eles também são gente!“.

Eles também são gente

Foi quando começou a fazer sentido minha avó Yaiko adotar o nome Maria para ser acolhida pela vizinhança, todos adoravam aquela senhorinha querida que falava engraçado, mas ninguém queria pronunciar aquele nome esquisito. Minha bisavó nunca sair de casa porque falava pouco português e poucos tinham paciência pra tentar entendê-la. Meu irmão apanhar na escola quase todos os dias e quando comecei a interferir fui apelidada de Jiraya.

Eles também são gente, mas são esquisitos, exóticos (dica JAMAIS use a palavra exótico para se referir a um ser humano). Vamos deixar eles viverem entre nós desde que se adaptem e não causem problemas. Se causarem a gente manda de volta pra terra deles.

Serei didática: quando você aprende a falar, seu corpo é moldado para pronunciar determinados sons. Por isso é tão difícil pronunciar algumas palavras em outros idiomas. Aí os imigrantes asiáticos vieram para o Brasil, trabalharam e se esforçaram para aprender português. Alguns não conseguem pronunciar bem determinados sons. Você acha isso engraçado? Esse moço aí acha! E quem não concordar tá de mimimi ou “o mundo anda muito chato” ou é esquerdopata ou é a patrulha do politicamente correto.

 

Estou tratando desse tema de forma superficial, há muito o que ser explorado e o assunto é amplo. Talvez eu volte para falar de minoria modelo e fetichização das orientais. Por hora deixo vocês com algumas reflexões e links para quem quiser ser um pouco mais legal em 2018. Afinal, ninguém é obrigado a saber tudo, mas com boa vontade e coração aberto podemos ser um pouquinho melhores a cada dia.

Para aprender mais sobre o tema

Como o Carnaval está chegando a melhor dica para não errar e acabar tendo que passar essa vergonha do moço aí de cima é ETNIA NÃO É FANTASIA. Então não é legal se vestir de índio, de negro, de japonês, de chinês, etc.

E se você quer entender um pouco mais sobre o racismo contra asiáticos ficam alguns links e dicas:

• A série Dear White People da Netflix fala sobre racismo contra negros e é imperdível. Além de ser um doloroso tapa na cara da sociedade, ela fala sutilmente sobre racismo contra asiáticos. A segunda temporada já está confirmada!

Reportagem da BBC Brasil sobre velhas piadas e discurso racista contra descendentes de asiáticos;

• TCC de aluno da UnB sobre preconceito contra asiáticos viraliza;

• 11 coisas racistas para parar de falar agora.

out 23, 2017
Tamy

Look da noite: vestido de festa, sem salto e com acessórios baratinhos

Quem andou garimpando peças no meu bazar deve ter visto esse vestido da Antix por lá. Ele é maravilhoso e eu usei uma vez só, em uma SPFW com uma camiseta por cima. Achava que um vestido lindo assim merecia sair mais e coloquei no bazar, até porque eu emagreci bastante e ele ficava grande.

Mas aí apareceu uma festa e eu decidi tirar ele do bazar, ajustar e assumir a relação. Além de ter custado pouco, ainda complementei com uma clutch que eu já tinha (que lembra um livro) e acessórios baratinhos dessas lojinhas de R$12.

A inovação ficou por conta da sandália rasteira, visto que eu estou cansada de cansar os pés em salto de festa e não sou fã daqueles chinelinhos em casamento. O melhor é que agora tenho uma sandália linda que já usei várias vezes e está se pagando, ao contrário dos calçados caros que a gente usa uma vez só.

Afinal, quem vai sem cabelo, não tem problema em ir sem salto a uma festa 😛

• Vestido Antix
• Acessórios AMO
• Clutch Zara
• Sandália Louloux

out 17, 2017
Tamy

Simplificando a vida

Eu tinha 8 anos quando passei batom pela primeira vez. Escondida da minha mãe, que batia o pé dizendo que criança tinha que ser criança, apliquei o batom de tom amarronzado, típico dos anos 1990 e me senti linda. Naquela época já acordava cedo antes de ir à escola para arrumar os cabelos e, como usava uniforme, caprichava nos acessórios. Conforme os anos foram seguindo, passei a acordar cada vez mais cedo já que o cabelo era rebelde e fazer escova tomava um bom tempo, também era preciso verificar se nenhum pelo da já ultra-depilada sobrancelha estava fora do lugar.

Assim fui me rendendo mais e mais aos rituais de beleza que – segundo aprendi – garantiam que eu fosse bonita e feminina. A autoestima não era lá essas coisas, tinha orelhas de abano que minha professora de balé grudava na cabeça com cola, usava aparelho nos dentes desalinhados, precisava de óculos de grau e lidava com um fios que teimavam em ondular. Tudo indicava que meu maior predicado deveria ser a inteligência. Sabe como é, em cidade do interior de Santa Catarina ou se tem 1,75m com olhos claros ou se aceita que nem a faixa de Miss Simpatia será sua.

Quando entrei na faculdade, um novo mundo se abriu e conheci gente de todo jeito. Aceitei o cabelo crespo, depois cortei à Chanel, depois mais e mais curto. Encontrei meu rosto e até que não era mau! As orelhas incomodavam ainda, mas com um truque no cabelo dava para disfarçar.

Comecei a nadar, conheci atletas de corpo perfeito. Eu treinava muito, mas não importava quantos quilômetros eu completasse ao dia, o corpo não ajudava. Fui ao médico, “só com lipo” ele asseverou. Desisti, era estagiária, não tinha grana. Admirava aquelas mulheres com gomos na barriga e músculos na coxa que eu nem sabia que existiam. Eram triatletas, treinavam umas 4 horas ao dia, só assim para conseguir aquela coxa. Eu era universitária e estagiava em 2 lugares, melhor me conformar.

Quando conheci a noite de Porto Alegre, a sensação era de finalmente me sentir em casa. Era início dos anos 2000 e tinha gente de todo jeito: com cabelo, sem cabelo, tatuada, colorida, descolada, punk, rasta, black power e até… comum, todos convivendo no mesmo espaço. Fiquei encantada.

Passei a ter cabelos de todas as cores e jeitos, acompanhados por delineado gatinho imenso. Era divertido. Descobri que eu não precisava ser linda como as loiras de Santa Catarina ou as atletas do triatlo. Descobri cores, texturas, modelagens e maquiagens. Gastei muito, acumulei horrores, criei um blog, conheci gente.

Os 30 chegaram e após duas décadas acordando cedo para parecer impecável para a sociedade, cansei. Fiquei “relaxada” segundo minha mãe. Cortei o cabelo do jeito mais curto que pude convencer o cabeleireiro, tratei da pele e agora praticamente só uso maquiagem nos olhos e o inseparável batom, meu primeiro amor.

A sociedade não aprovou a mudança. “Uma mulher de cabelo tão curto só pode ter algum problema!”
“Está doente?” pergunta um aqui. Ali, uma conhecida segura minha mão com lágrimas nos olhos e questiona sobre a quimio. Adiante escuto uma piadinha sobre salvar o cabelo antes dele derreter de tanta química. “Já sei! Quer engravidar!” alguém tenta adivinhar.

Interessante como buscamos explicações complexas para algo fácil: estou simplificando. Cabelo prático de cuidar, maquiagem rápida de fazer (e só quando eu estou a fim), looks confortáveis, boa parte de brechó. Semana passada até arrisquei usar sandália sem salto em um casamento.

Ainda amo moda, sapatos de salto, cabelos e maquiagem. Mas agora uso quando eu quero e não quando a sociedade acha que eu devo. Ainda tenho muitos excessos para deixar para trás. Não para conquistar os sonhados gomos na barriga, mas para me libertar de coisas que só ocupam espaço e não preenchem a alma.

E as orelhas? Elas continuam no mesmo lugar que sempre estiveram, provavelmente até maiores do que na época em que minha professora as colava, mas agora eu as amo e enfeito com brincos enormes.

Negar quem a gente é, sufoca, desgasta, dói e sai caro. Nenhuma roupa ou maquiagem vai lhe fazer se sentir bonita enquanto você tentar se encaixar na moldura que os padrões de beleza querem impor. Aceitar-se é o primeiro passo para trabalhar aquilo que é necessário mudar lá dentro e que vai lhe fazer linda de verdade. Só assim seremos melhores para nós, para quem amamos e para o mundo.

set 5, 2017
Tamy

O bazar voltou!

Ele voltou! O bazar com looks que passaram pelo blog está no ar e tem peças a partir de R$15, parcelamento no cartão e muitas raridades.

O endereço é o mesmo de sempre derepentebazar.iluria.com 

Parte da renda vai para ajudar os animais de rua que resgato, esse ano foram 7 gatinhas e agora estou com um cãozinho que precisou de cuidados especiais. Isso custa caro e como estamos em crise, nada melhor que fazer a energia rodar e ainda ajudar os bichinhos né?!

Olha o que você encontra por lá.

jul 17, 2017
Tamy

Look do dia: casaco de pelúcia

Não sou fã do inverno, mas já que temos que passar por isso, que seja divertido! E minha grande diversão nos dias frios são os casacos de pelúcia. Eles são super quentes, glamourosos e deixam qualquer produção com uma cara fashion. Quem foi pega de surpresa pelo frio pode aproveitar as liquidações de inverno que estão cheias desses casacos maravilhosos. Depois é só misturar com sua produção favorita de outono e curtir o frio!

• Casaco Nastygal
• Camiseta Liverpool
• Calça Luigi Bertolli customizada
• Bracelete Kafé usado como choker
• Brincos Renner
• Bota Ceconello

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