ago 12, 2016
Tamy

Pílula anticoncepcional: heroína ou vilã? Como é minha vida sem ela.

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Salvadora da liberdade sexual de muitas mulheres desde os anos 1960, a pílula anticoncepcional foi herdada pelas gerações seguintes como a solução para quem quer decidir quando – e se – quer ou não filhos. Gente como eu, que nasceu nos anos 1980 e 1990, aceitou sem questionar e a adotou como a heroína anti-cólicas, espinhas e ciclos desregulados. Lembro que na escola haviam colegas com 15 anos que já eram adeptas por indicação médica.

A principal vilã combatida pela pílula era a menstruação, aquela maldita que não permitia um belo dia de biquíni na praia sem canga, aqueles ~litros e litros~ de sangue inconveniente tornando a vida tão desagradável, isso sem falar na TPM, na pele oleosa, na retenção de líquidos.

Mas o jogo virou, veio o coletor menstrual, o feminismo, as mina falando que a tal pílula não é tão boa assim. Passamos a falar mais sobre a vagina, com esse nome mesmo, não mais a “perseguida”. A verdade, meu bem, é que passou da hora de rever esse medicamento que ingerimos religiosamente todos os dias como se fosse a coisa certa a se fazer, enquanto fugimos da menstruação como se fosse um equívoco da mãe natureza.

Não sou médica e, mesmo que fosse, não poderia sair por aí dizendo o que você deve ou não fazer com o seu corpo, então não estou recomendando o comportamento A ou B. Mas como mulher quero dividir minha experiência para que você possa saber o que me aconteceu quando parei de a tomar pílula anticoncepcional.

Tudo começou com o coletor menstrual, essa maravilha empoderadora e sustentável que o mercado escondeu de nós por tanto tempo. Comprei o primeiro, usei, amei e antes de esquecer no fogo e derreter o pobrezinho, descobri que menstruação não era algo tão ruim assim. O fluxo não é tudo aquilo que aparenta em absorventes comuns e dá para ser feliz no período menstrual na rua, na chuva, na fazenda e até numa casinha de sapê. Eu fui feliz no trabalho, na piscina, na praia e até em longas viagens de avião. Aquele aperto que passei na Turquia quando precisei de absorvente e não havia em nenhum lugar é página virada.

Afastado o fantasma da menstruação, comecei a perceber algumas coisas na minha saúde. Estou na casa dos 30 e comecei a sentir dor e cansaço nas pernas. A enxaqueca virou companheira e chegava a ficar comigo por 3 dias. Quando comecei a me sentir cansada a ponto de prejudicar a vida, fui a uma endócrino e fiz vários exames. Tudo lindo e maravilhoso com os exames, comigo… não era bem assim.

Vamos anotar o que eu tinha até aqui: dor nas pernas, cansaço, enxaqueca frequente, cólicas e TPM. Também tinha um ciclo menstrual “regular” de 28 dias porque é o que durava minha cartela.

Um belo dia resolvi mudar. Parei de gastar meu rico dinheirinho com pílula e observei o que acontecia. No início senti falta de alguma coisa e até uma certa insegurança, mas esqueci dela rapidinho. Para não me perder muito no ciclo adotei um app, o P Tracker Lite, que com base na última menstruação calcula a ovulação e o próximo ciclo.

Depois de parar com a pílula, levou uns 3 meses até a menstruação ficar regulada e eu aprendi que meu ciclo não é de 28 dias e sim de 30. Foi quando eu descobri o quanto a gente muda durante a ovulação, coisa que não há como saber quando se toma pílula há muitos anos. E é bem legal, recomendo! 😛

Nesse tempo também diminuiu muito o cansaço e as dores nas pernas. Fiquei meses sem exaqueca e consegui descobrir que um dos gatilhos é o excesso de lactose (assunto para outro post). Basicamente eu não tenho crises de enxaqueca sem pílula e sem lactose.

Com o ciclo regulado e conhecedora da minha menstruação graças ao coletor, percebi que o fluxo aumentou um pouco mas não percebi a TPM, porque ela praticamente desapareceu, assim como as cólicas. Em alguns meses eu sinto uma certa ansiedade e vontade de comer uns chocolates a mais, mas isso acontece raramente. Quase não sinto cólicas, só aquele desconforto no primeiro dia.

Minha vida após parar com o anticoncepcional: diminuiu o cansaço, a dor nas pernas, a TPM e as cólicas. A enxaqueca ficou controlada. Descobri como é ovular e que meu ciclo é de 30 dias. Tudo isso só listando os sintomas físicos. Se for citar os psicológicos passarei o dia falando sobre como me sinto mais tranquila.

Não vou falar sobre métodos contraceptivos porque isso é assunto pessoal para tratar com seu médico. Mas pontuo que existem muitos métodos e que pílula sozinha não previne DST. Claro que você já sabe disso afinal nós – garotas super informadas dos anos 80 e 90 – sabemos tudo sobre nossos corpos né?! (contém sarcasmo)

Meu relato termina com o saldo positivo por arar com a pílula. Corpo, mente e conta bancária saíram ganhando. Aprendi ainda mais sobre o meu corpo e queria dividir isso para que você saiba que se livrar dessa companheira de tantos anos pode parecer ruim e até dar um frio na barriga mas – no meu caso – foi libertador.

Os papéis estão se invertendo. A menstruação deixou de ser vilã para voltar a ser a parte natural de nossas vidas. Já a pílula anticoncepcional que por anos nos foi vendida como heroína talvez deva ser tratada como medicamento que é e utilizada apenas com indicação médica para casos onde realmente há necessidade.

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Lembre-se: iniciar ou parar um tratamento com medicamentos (como o anticoncepcional) deve SEMPRE ter o acompanhamento de um médico.

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Deixo alguns links para quem se interessar sobre o assunto (se você tiver sugestões de links, cole nos comentários).

Vítimas de anticoncepcionais

 Médicos apontam ligação entre uso de anticoncepcional e trombose

• Contracepção hormonal e tromboembolismo (sugestão da Dra Luciana Akita)

• Pílula e Libido

Créditos das imagens:
1 – Milk Magazine
2. Handcrafted in Virginia
ago 9, 2016
Tamy

Look do dia: vestido midi e maxi cardigan

Aos poucos estou tentando retomar a frequência de postagens aqui no blog, espero que ainda tenha alguém aí do outro lado <3 estou preparando alguns vídeos e posts bacanas para as leitorinhas que não me abandonaram. 🙂

Semana passada tivemos um calor passageiro e agradável que permitiu sair por aí com perna de fora e tudo! Fui conferir a inauguração da Sephora do Iguatemi de vestido midi e maxi cardigan.

Estou adorando brincar com os comprimentos das peças e misturar cores. Os vestidos midi são ótimos porque dá pra andar por aí sem medo de ser traída pelo vento, quando combinado com os complementos certos, dá uma boa alongada deixando a gente quase do tamanho da Gisele (ahãm ¬¬ ) hehehe.

Esse, de malha canelada, é da Renner. Não sou fã de vestidos de malha porque eles costumam marcas o que está por baixo, mas tinha gostado tanto desse que resolvi arriscar.  Não deu outra, nem com meu That Girl Silicone o danado funcionou. O jeito foi usar sutiã tomara que caia.

Não comentei por aqui, mas estou abolindo o sutiã da minha vida. Nunca fui fã e cada dia uso menos. Nos posts da Grécia só estou de sutiã no look com blusa transparente 😛

Look 032/2016:

• Vestido Renner
• Cardigan Rafaela Tomazzoni
• Relógio Casio com pulseira da Tailândia
• Colar Accessorize
• Sandália Espaço Fashion

ago 8, 2016
Tamy

8 jaquetas bomber para se inspirar (e se apaixonar)

As jaquetas bomber vieram para ficar e já conquistaram muitos coraçõezinhos por aí. As araras estão com várias em liquidação e as mais leves podem compor ótimos looks na primavera que se aproxima.

As gurias prendadas – que adoram uma customização – podem se inspirar nessas jaquetas incríveis para fazer uma peça única. Como sonhar não custa nada, reuni minhas jaquetas favoritas para que possamos sonhar juntas <3

Essa preta é da Zara e talvez apareça por aqui nos próximos dias. Vi algo bem parecido na Zara Man. Vamos torcer!
Com a onda dos patches, você pode comprar alguns e customizar uma peça antiga ou de brechó. Fica divertido e atual.

As discretas também podem! 🙂

 

jul 28, 2016
Tamy

Grécia: a cidade medieval em Rodes

Se você gostava de História (ou curtia a coleção Vagalume) na época de escola, já deve ter lido algo a respeito das 7 Maravilhas do Mundo Antigo. A lista traz, em sua maioria, construções que já não existem, mas visitando alguns lugares possamos imaginar sua grandiosidade na época.

Uma delas era o Colosso de Rodes, uma estátua de bronze que de 30 metros de altura construída em homenagem ao deus Hélio (deus sol na mitologia grega) em 280 a.C. A imagem era tão imensa que os navios passavam embaixo dela para entrar no porto. Um terremoto derrubou a estátua e seus pedaços foram vendidos ao Oriente como sucata.

Ainda na mitologia, Rode era uma ninfa, filha de Poseidon e Afrodite. Após o dilúvio que inundou o local, o deus Hélio teria se apaixonado por ela, fazendo com que a água secasse e a ilha reaparecesse.

Rodes fica no Dodecaneso e está entre as maiores ilhas da Grécia e já foi tomada por muitos povos: gregos, turcos, romanos e cristãos de Jerusalém. Cada um deles deixou um pouquinho de sua cultura, o que resultou em um lugar fascinante e cheio de histórias fantásticas.

A cidade medieval de Rodes é Patrimônio Mundial pela UNESCO e embora ainda seja habitada, mantém muito de suas características originais.

Lá, cachorros passeiam de moto e a água das fontes (ali atrás dos banquinhos) é potável. Depois de descobrir isso, parei de gastar 2 euros em cada garrafinha de água. 😛

Rodes fica bem pertinho da Turquia e muitos sírios estão fazendo a travessia em pequenos botes infláveis. Mesmo assim, poucos são vistos em locais turísticos.

As montanhas ao fundo ficam na Turquia e um dos pés do Colosso se localizava próximo àquela bandeira. A cidade medieval é protegida por um muro construído em pedra com 12 metros de largura.

Nas calçadas, dentro das lojas, casas e restaurantes, o piso é feito com um mosaico de seixos. O local tem mesquitas, igrejas, fontes e até um palácio! Se você vai visitar Rodes, recomendo guardar um dia só para isso.

A parte próxima ao porto é super movimentada, já os portões que ficam do outro lado guardam uma Rodes tranquila onde a mamãe gata pode dormir com o filhote no meio da rua. Os moradores são simpáticos e adoram puxar papo, inclusive aqueles que não falam inglês 😛

Se você quiser experimentar como é a vida em uma cidade medieval, pode se hospedar nos hostels que ficam dentro da muralha. Esse – cheio de verde – é um deles. Pelos locais que visitei, posso garantir que mesmo com um calor de mais de 40ºC, os ambientes internos são frescos.

Em 1309, a ilha foi vendida à Ordem de Malta e se tornou um ponto estratégico para peregrinos e para quem partia para as Cruzadas. Nessa época a cidade foi modernizada, mas as construções originais foram mantidas. Rodes ganhou um palácio que se tornou um museu e abriga muitas peças que datam de 400 a.C.

O mais bacana é que as lojas vendem reproduções das peças do museu, quem adora decoração (eu, eu, eu!) pode levar um pedacinho de história para casa.

Comprei um vaso com Afrodite <3 e falando nela, tem um templo dedicado à deusa logo na entrada da cidade. Olha ele aí! A deusa me favoreceu e mandou um ventinho para embelezar a foto.

O texto está imenso, eu sei! Mas se você chegou até aqui e tem acompanhado os posts sobre a Grécia, deve estar tão curiosa quanto eu fiquei com a grande quantidade de gatos por lá.

Perguntei a respeito para alguns moradores e eles explicaram que a região mediterrânea tem muitas serpentes e escorpiões, a simples presença dos felinos já espanta boa parte desses animais, mas quando eles insistem, são caçados e levados como presente para algum humano.

Os gregos gostam tanto de gatos que ao caminhar é preciso tomar cuidado para não tropeçar nos potinhos com água e comida. que estão por toda parte, inclusive dentro das lojas.

Finalizo com meu look, com o quimono que costurei para minha mãe e acabei roubando durante a viagem. Algumas leitoras perguntaram sobre meus looks de viagem, interessa um post sobre isso?

Look 031/2016:

• Vestido Forever 21
• Quimono que eu fiz 🙂
• Óculos Moon da Quem te viu Quem te vê
• Alpargata Satinato / Renner

jul 22, 2016
Tamy

Grécia: ilhas e praias gregas (Amoopi / Karpathos)

As águas turquesa da Grécia figuram nos sonhos de viagem de muita gente e não é pra menos. A água tem mesmo essa cor maravilhosa que dá gosto só de olhar.

As praias costumam ser de pedra, embora algumas tenham areia. Os restaurantes, hotéis e bares colocam espreguiçadeiras e guarda-sóis para os hóspedes e clientes.

Não vi praias particulares e quem quiser pode chegar com sua canga como fazemos no Brasil. Topless é liberado, mas menos comum do que eu imaginava.

O melhor da Grécia – na minha opinião – são as pessoas. Eles são os inventores do deboísmo! Amigáveis, divertidos, adoram ensinar e aprender. Sabem mais do Brasil do que alguns brasileiros e até opinam sobre crise e estilo de vida.

Quando estava fotografando em frente a uma praia que não era particular, mas só tinha um condomínio em frente, um morador veio falar comigo. Fiquei com receio de me espantar de lá (o que aconteceria em vários lugares), ao invés disso ele me convidou para ir fotografar do deck da casa dele que “teria uma vista melhor”. (Essa da foto com a bandeira). Como não amar essa gente que constrói igrejinhas com vista para o mar?

Já que é sexta, quem quiser ver (ou rever) um pouco de como são os gregos, assista Casamento Grego (1 e o 2). É divertido e embora tenha alguns esteriótipos que eu não concordo, retrata um pouco desse povo tão querido.

Ah! A praia da foto é Amoopi, na ilha de Karpathos.
Curiosidade: a Grécia tem mais 6 mil ilhas, das quais 227 são habitadas e apenas 78 tem mais de 100 habitantes.

Look 030/2016:

• Macaquinho Forever 21
• Lenço bordado pela Maria (desse post)
• Óculos de brechó
• Alpargata da Renner

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