jul 4, 2017
Tamy

Novo velho cabelo

Não é novidade que costumo mudar os cabelos com frequência. Depois de uma temporada de 6 meses com cabelo rosa e uns bons 6 anos sem ver a cor natural dos fios, decidi dar um descanso, cortar e adotar o velho pixie que eu tanto amo.

Cabelos coloridos são legais, mas aos 34 anos encontrei vários brancos e percebi que essa pode ser a última oportunidade de ter os cabelos no tom natural, curtir o brilho do cabelo sem química e poder mergulhar em quantas praias e piscinas quiser sem me preocupar se a cor está indo embora ou os fios derretendo. Acho que vai ser divertido e desafiador, não sei quanto tempo vou durar com meu “original de fábrica”, mas estou feliz e satisfeita por agora. 🙂

Look do dia:
• Casaco Farm
• Blusa Zara
• Calça Riccieri
• Brincos Renner
• Sapato Zara

jun 7, 2017
Tamy

Gatinhas para adoção

Em um certo domingo de outubro de 2016, eu dormia tranquilamente quando escutei um barulhão de algo caindo do forro do quarto, seguido de um grito que não consegui identificar. Até então, achava que estava lidando com gambás que se esconderam no forro e pensava em como capturá-los para levar a um lugar mais apropriado. Achei que o gambá tinha se machucado e como iria fazer para ajudar.

Mais tarde, quando fui trocar de roupa, encontrei um micro-gatinho escondido em um canto do closet e entendi. O grito tinha sido a mãe-gata preocupada com o bebê que caiu em território desconhecido. Devolvi o bebê e tentei capturar toda a família que vivia no forro, mas a gata levou os bebês embora e fiquei sem notícias.

Meses mais tarde, reencontrei o bebê que caiu do forro em uma casa abandonada próxima da minha. Descobri que era uma menina e que agora tinha 5 gatinhos. Até hoje chamo ela de Trevosinha, porque a gata era muito feroz, agora é linda e querida.

A Trevosinha teve 4 meninas e 1 menino, mas já está grávida de novo. Sua mãe (que agora chamo de avó) teve cria novamente e está escondendo em algum lugar. Se você fizer as contas, mesmo que seja de humanas como eu, rapidamente perceberá que logo teremos dezenas de gatos famintos e doentes. Passando frio, dificuldades e maus tratos. 🙁

Isso me assustou e decidi capturar as bebês para doação. Duas já foram, uma está aguardando o retorno da adotante, mas ainda restam duas que estão na minha casa aguardando um novo lar.

Infelizmente não tenho como fornecer todos os cuidados que elas precisariam como castração e vacinas, já que além dessas 7 gatas, ainda tenho meus 3 cães e em breve terei mais bebês para encaminhar. Por isso peço a ajuda de vocês para divulgar e encontrar lares quentinhos e felizes para essas duas adolescentes, que ainda são um pouco assustadas por não ter muito contato humano, mas que tem muito amor para dar.

Essa nós apelidamos de Fifi, ela é acessível e adora brincar.

Essa é a Mimi, mais tímida e cheia de brincadeiras muito engraçadas.

Se você mora em Porto Alegre  e quer uma nova amiga, entre em contato aqui ou pelo e-mail derepentetamy@gmail.com ou divulgue para seus amigos que procuram uma gatinha para encher de amor.

maio 29, 2017
Tamy

Look do dia: bomber e veludo molhado

Look da semana passada para relembrar a linda época em que o sol brilhava por aqui e os cabelos ficavam felizes e livres de frizz 😛

• Vestido  de veludo molhado que eu mesma costurei 🙂
• Jaqueta bomber Sheinside
• Bolsa Zara
• Brincos Parco
• Óculos C&A
• Meia Renner
• Bota Studio Acesso

maio 22, 2017
Tamy

Look do dia: coturno e saia com fenda

Look de outono só com peças antigas que eu amo e reencontrei após o tornado da organização passar pelo meu armário. É impressionante como ao longo do tempo vamos enchendo o guarda-roupa de peças que não amamos tanto assim e elas acabam escondendo aquilo que gostamos de verdade. Depois de uma super limpeza estou fotografando peças para um novo bazar que irá ajudar na castração/doação/alimentação de sete gatinhas que estou cuidando. 🙂

Bora fazer essa energia circular? Fiquem de olho que logo tem novidades!

• Blusa e saia Farm
• Jaqueta Doce Vida
• Coturno Cantão
• Pulseira G Verri
• Brinco H&M

maio 15, 2017
Tamy

Como você pode ajudar a prevenir um suicídio

Recentemente assisti a série 13 reasons why , curiosa com os comentários nas redes sociais. Eu tinha algumas teorias a respeito que acabaram se confirmando: é uma série rasa, cheia de estereótipos, que glamouriza o suicídio sem esclarecer a respeito, mas se você quiser saber mais sobre o porque detestei esse seriado, pule para o final do post (contém spoilers) que hoje o tema é outro.

O assunto é desagradável, mas se você teve paciência para assistir 13 intermináveis horas de 13 reasons, eu lhe convido a passar alguns instantes por aqui lendo sobre suicídios da vida real.

Suicídio é considerado um caso de saúde pública no Brasil e no mundo pela OMS (Organização Mundial da Saúde), os dados mais recentes (2012) apontam o quão alarmante e urgente é tratar do assunto com seriedade:

• São 2.200 casos consumados por dia, um a cada 40 segundos;
• 1,4% de todas as mortes do mundo ocorrem por suicídio;
• Entre os 15 e 29 anos de idade, é a segunda causa principal de mortalidade, perdendo apenas para os acidentes de trânsito;
• O Brasil está abaixo da média mundial (113º lugar) com 5,8 mortes por 100 mil habitantes quando a taxa média é 11,4. Isso provavelmente ocorre porque boa parte dos diagnósticos e atestados de óbito apontem outras causas. Estatísticas das autoridades brasileiras apontam cerca de 32 mortes ao dia, levando nosso país a um assustador 8º lugar;
• Para cada pessoa que consegue se suicidar, outras 20 já pensaram, planejaram ou tentaram sem sucesso uma ou mais vezes.

E é justamente aí que esse post faz sentido. Talvez alguma dessas 20 pessoas esteja aí, pertinho de você e – ao invés de ficar apontando culpados como em 13 reasons, você pode ajudar e fazer a diferença:

Identificando e prevenindo o suicídio

De cada 10 pessoas que cometem suicídio, 8 deixam pistas de suas intenções. Avisos que nem sempre são percebidos com clareza por aqueles que estão próximos. Observar e identificar comportamentos pode ser o primeiro passo para ajudar:

• Alterações extremas de humor (apatia, irritação, acessos de raiva), sentimento de isolamento e solidão mesmo com pessoas por perto;
• Sentimento de culpa, vergonha, inutilidade, ódio de si ou acreditar que os outros são indiferentes;
• Isolamento social, declínio da produtividade , descuido com a aparência e com a higiene;
• Abuso de álcool e drogas;
• Comentários do tipo “a vida não tem sentido“, “o mundo ficaria melhor sem mim“, “não há uma saída”, “deixarei de ser um peso” e outros semelhantes;
• Despedidas: a pessoa se desfaz de objetos de valor afetivo, visita amigos e pode aparentar melhora.

Fatores de risco:

Transtornos mentais: 90% dos casos estão associados a patologias diagnosticáveis e tratáveis. Os mais comuns são transtornos de humor (depressão), dependência de álcool/drogas, esquizofrenia e transtornos de personalidade;
• Stress social: bullying, slut shamming, etc
 Grandes perdas: entes querido, trabalho, patrimônio, etc.
Abuso físico ou emocional;
• Doença e dor;
• Acesso facilitado aos meios necessários para se suicidar (armas, medicamentos, etc);
• Problemas familiares.

Mitos que precisamos esquecer:

Quem ameaça se matar não irá se suicidar de fato – como falamos acima, 8 a cada 10 casos avisam sobre as intenções de alguma maneira;
Quem tenta e não consegue não irá se matar realmente – quem já tentou se suicidar alguma vez pertence ao grupo de maior risco e deve ter suas ameaças devem ser levadas a sério;
Se alguém quer se matar não há o que ser feito – apoio emocional e ajuda apropriada podem reduzir o risco de suicídio. Dar a oportunidade para alguém desabafar e compartilhar seus sentimentos pode fazer a diferença.

Como eu posso ajudar?

Se você chegou até aqui e leu os itens anteriores deve ter percebido que tudo gira em torno de dedicar um pouco do seu tempo e da sua atenção a uma pessoa próxima. Tempo: aquela palavrinha mágica que poucos possuem e pode ser a diferença entre a vida e a morte de alguém.

Procure observar com interesse e empatia aqueles que lhe cercam e esteja disponível para escutar sem julgamentos, mostre que você se importa. Não se preocupe em resolver os problemas da pessoa, normalmente o que elas querem e precisam é desabafar e saber que alguém se interessa pelos seus sentimentos.

Caso você identifique comportamentos que indiquem pensamentos suicidas, auxilie a pessoa a pedir ajuda profissional e pelo CVV.

O CVV (Centro de Valorização da Vida) realiza apoio emocional gratuito 24 horas por dia. Eles atendem pelo telefone 141, também pelo chat, skype e email.

No Rio Grande do Sul 0 telefone do CVV é 188.

    

13 razões pelas quais eu detestei 13 reasons why (com spoilers):

1) Glamourização do suicídio: com o suicídio de Hannah, todos aqueles que não davam atenção ou não queriam falar com ela são obrigados a escutar 13 fitas sobre seus sentimentos. Podem ser responsabilizados pela sua morte e isso pode trazer consequências a cada um. Ela conseguiu se vingar e “venceu” aqueles que a humilharam e a fizeram sofrer.

2) Efeito Werther – suicídio é contagioso. Quando um suicídio é amplamente divulgado e romantizado, existe uma propensão a que novos suicídios sejam estimulados. O nome “Efeito Werther” vem de um personagem suicida de Goethe na obra Os sofrimentos do jovem Werther (leia sobre isso aqui) que gerou uma onda de suicídios na Europa na época de seu lançamento. Até hoje a imprensa é cautelosa ao noticiar suicídios de figuras famosas pois o efeito costuma se repetir (link no final do post). Isso acontece no seriado, onde outros personagens planejam suicídio. Na vida real ainda não temos dados atualizados, mas muitos especialistas demonstraram preocupação a respeito.

3) Personagens estereotipados – achei essa parte mais irritante que os episódios intermináveis, estamos em 2017 e a escola parece a de As Patricinhas de Beverly Hills ou Meninas Malvadas.  Se uma série se propõe a falar sobre bullying e insegurança, apontar isso como causa de infelicidade, poderia no mínimo diversificar o elenco. Todos os atores tem pele e cabelos lindos, enxergam muito bem e tem ótimos dentes. Aquela adolescência marcada por óculos, aparelho ortodôntico e acne não acontece aqui. Também não temos gordos e pessoas com deficiência. Temos as clássicas líderes de torcida fofoqueiras e invejosas, a oriental que só pensa em si e em suas notas, o gay de bom gosto e coração gelado, os atletas burros e bonitos, o cara rico com pais ausentes e uma grande piscina… uma interminável chuva de clichês.

4) Profundidade – já no primeiro episódio você pensa: “qual o problema dessa gente?” porque parecem sentir tudo pela metade, sem aprofundar. Tentei dar um desconto levando em conta que talvez essa dificuldade em sentir seria o motivo de tanta dor. Mas os adultos também são rasos e agem de um jeito bobo e irresponsável.

5) Manual de instruções – a cena de suicídio choca pela forma como é tratado, praticamente um tutorial. Só faltou Hannah explicando os passos. Não me venham dizem que é para dar realismo, porque se alguém quisesse que 13 reasons fosse realista, os itens 3 e 4 seriam diferentes. O objetivo era causar e causou.
Existem recomendações da OMS sobre como a mídia deve noticiar e falar sobre casos de suicídio, de maneira a prevenir novos casos e evitar o Efeito Werther, 13 reasons ignora boa parte delas.

6) Culpabilização – o enredo da série é apontar culpados: será Clay, os pais, a escola, os amigos? Não importa! Os sobreviventes de um suicídio (parentes e amigos do suicida) estão em um processo de imensa dor, responsabilizar alguém só torna esse processo mais doloroso.

7) Vingança – Hannah é bonita, inteligente, tem ótimos pais. Quando as coisas não saem como planejado ela grava 13 fitas distribuindo parcelas de culpa a cada um e se despede, demonstrando pouco interesse pelo amor dos pais ou de Clay.

8) Estupro – se algo pode ter sido o estopim da morte de Hannah, foi o abuso sexual, tanto o que presenciou quanto o que sofreu. Mas o tema parece solto, com uma abordagem forçada que levou muita gente a culpar a vítima (dentro e fora do seriado).

9) Adultos – os adultos da série são uma piada. O conselheiro e a professora, pessoas preparadas para identificar os sinais que apontam suicídio, são bobos e desqualificados. Espalham cartazes temáticos pela escola, mas quando os alunos surtam eles apenas ficam intrigados com a reação. Ninguém procura Clay ou Alex para tentar entender o que está acontecendo.

10) É tudo de mentirinha – outra piada são os cenários, principalmente os quartos dos adolescentes que parecem um showroom de móveis planejados. Hannah, Clay e Jessica aparentemente compram cartazes na mesma loja, já que todos tem bordas brancas iguaizinhas. Eles também colam os cartazes com uma disposição rigorosamente alinhada, como todo adolescente faria com os pôsteres de suas bandas favoritas. Tudo nessa série tem gosto de artificial, menos a morte brutal que “precisava ser realista“.

11) Saúde mental – em uma série sobre depressão e suicídio, o tema central deveria ser saúde mental e não de quem é a culpa. Os 13 citados nas fitas de Hannah apresentam sintomas alarmantes mas ninguém se preocupa com isso, nem mesmo os idealizadores do seriado.

12) Easter egg doentio – se você chegou até aqui achando exagero esse papo de romantização do suicídio, saiba que a trilha sonora inclui Hey hey, my my de Neil Yong no episódio 03. Um trecho dessa música foi citada por Kurt Cobain em sua carta de suicídio. Morte que, aliás, gerou um Efeito Werther e inspirou muitos suicídios na época.

13) Conscientização – falar sobre suicídio, bullying, abuso é importante, mas a série apenas atira os polêmicos assuntos no colo do telespectador, sem apontar uma solução, encerra omissa e triunfante rumo a uma segunda temporada. Perdeu uma excelente oportunidade de fazer a diferença na vida de muitos jovens que engrossam as estatísticas diariamente, enquanto deixa pontas soltas para uma segunda temporada com um possível ataque suicida. Desnecessário, improdutivo, irresponsável.


Para ler mais sobre o assunto:

Comportamento Suicida: conhecer para prevenir (dirigido para profissionais de imprensa).
Prevenção do Suicídio
• Prevenindo o suicídio – um imperativo global – OMS
 Viver é a Melhor Opção – André Trigueiro

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