out 20, 2016
Tamy

México: Chichen Itzá, inesquecível de dia e de noite

Quando visitei Machu Picchu, fiquei encantada pela cultura inca e curiosa para conhecer mais sobre os povos pré-colombianos da América Central, sobretudo os maias. É impossível falar de cultura maia sem lembrar de Tikal (está na lista!) e Chichen Itzá.

Se Machu Picchu surpreende pela natureza selvagem e a localização misteriosa, Chichen Itzá fascina com seu profundo conhecimento científico e relação com as forças do universo. E não estamos falando de alienígenas (Giorgio Tsoukalos que me perdoe), estamos falando de povos incrivelmente desenvolvidos cuja cultura sobrevive até hoje.

Se você tem planos de visitar Chichen Itzá e realmente se interessa pela história do local e dos maias, recomendo que se hospede nos hotéis da região (fiquei no Dolores Alba). Isso facilita o acesso nas primeiras horas da manhã, quando o tempo é mais fresco, há menos turistas e os vendedores ainda estão montando suas tendas. Além disso é possível assistir gratuitamente o espetáculo Noches de Kukulkán, com uma projeção emocionante da história de Chichen na pirâmide.

É possível contratar guias na entrada do sítio em vários idiomas, inclusive português. O serviço de guia em espanhol custa um pouco menos que os demais e tem a vantagem de que você pode ser atendido por um descendente dos maias, aprendendo sobre sua cultura direto na fonte! Há guias mais baratos no estacionamento, oferecendo tours por metade do preço, realmente não recomendo a contratação desses serviços. Sentei-me ao lado de um guia não oficial em inglês e escutei por alguns instantes, ele contava histórias absurdas que não faziam o menor sentido. /o\

Na foto: eu e meu guia maia no meio da cancha do Juego de Pelota, que contava com sacrifício humano e era muito apreciado pelos povos da região. Na oportunidade ele comentou o quanto ficava ofendido com as teorias de que ets construíram Chichen Itzá, pois isso subestima a capacidade de seus antepassados (escutei o mesmo em Machu Picchu). Ele também contou que há vários povoados de maias que praticam a religião e os costumes até hoje!

A bola do Juego de Pelota pesava cerca de 3kg e o capitão tinha que arremessá-la por dentro do anel de pedra usando o quadril, a cabeça ou os antebraços. Quando ele conseguisse tal feito, teria a honra de ser sacrificado e dessa forma pedir aos deuses a proteção, o alimento e a água para seu povo.

Eu visitei Chichen Itzá com a ideia de que o sacrifício era algo indesejado ao qual os escravos eram submetidos. Isso era verdade para os astecas (que vieram bem depois), mas os maias se preparavam e desejavam o sacrifício, assim poderiam recorrer aos deuses pedindo por aqueles que eles amavam. Era uma honra tão grande que só membros da nobreza eram oferecidos aos deuses.

Estudos indicam que aqui o capitão da equipe vencedora tinha seu coração arrancado e mais tarde era decapitado. Há uma pirâmide/altar específica para isso, completamente adornada com crânios.

Isso tudo só é válido quando falamos dessa cancha e dessa cidade, em outras cidades o jogo era praticado com fins seculares e nem sempre terminava em morte.

Os maias também eram bons de astronomia e estudavam o movimento dos astros no observatório (primeira foto desse bloco), onde refletiam as estrelas em recipientes com água e a partir de sua posição podiam prever a mudança das estações, eclipses e muito mais. Quem não ficou preocupada em 2012 com o fim do calendário maia, né?! Eles não ficaram! A ideia nunca foi de fim do mundo e sim o fim de uma era.

A propósito, a pirâmide principal da cidade tem 360 degraus + 5 degraus dentro do templo lá no alto. Cada degrau representa um dia do ano e os 5 internos significam os últimos dias de agosto (fim do calendário). Quem nascia nesses dias estava destinado ao sacrifício (ele de novo!).

Faz muito calor na península de Yucatán e os espaços em Chichen Itzá são muito abertos. A ideia de ir de shortinho e regata pode parecer tentadora, mas na prática o ideal é proteger o corpo para não ter uma insolação ou ficar com a pele ardendo. Chapéu, protetor solar (biodegradável se for ao cenote depois) e óculos de sol são indispensáveis.

Eu optei por calça e chapéu. Poderia ter coberto melhor o pescoço que ficou bem queimado, mas fica o aprendizado para a próxima! 🙂

Deixo vocês com um gostinho de como é a projeção na pirâmide e o look do dia!


Look 041/2016:

• Blusa Sheinside
• Calça C&A
• Colar Parco
• Chapéu Rio Branco
• Bolsa da Grécia
• Alpargata Renner

1 Comment

  • Que lugar lindo! E é bom variar e achar uma blogger que fale mais dos lugares que viaja aue das compras que fez… 🙂
    Fala um pouco sobre protetor solar bio? Sou dependente de fps e não sei como esses funcionam…
    Bjo!

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