out 6, 2016
Tamy

México: cenotes

Sou louca por água. Sempre fui, desde pequena. Então quando pesquiso um destino de viagem, sempre dou preferência aqueles onde posso nadar.

No México não foi diferente, há anos morria de vontade de conhecer os famosos cenotes e pelo jeito não estou sozinha nessa, as postagens no Instagram (@derepentetamy) que mais fizeram sucesso eram justamente as com as águas misteriosas dos maias.

A península de Yucatán, onde fica Cancún, Playa del Carmen, Tulum e Chichen Itzá tem terreno de rocha calcária, sem água superficial como rios. Na época em que os maias migraram da Guatemala para o local, ficaram preocupados com a sobrevivência no período de seca, mas acabaram descobrindo os cenotes, dzonot ou ts’onot no dialeto maia.

Os cenotes são formados pela infiltração da água da chuva e conexão com águas subterrâneas, por isso a água é muito limpa, clara e gelada. Os peixes são de dois tipos: o peixe-gato (que no Brasil conhecemos como bagre) cego e aqueles micro-peixinhos que usam em fish spa. No Trip Advisor uma pessoa comentou que haviam lindos peixinhos coloridos, fico em dúvida se ela fez isso pela zoeira ou foram as drogas 😛 Conversei com um guia e ele esclareceu que são esses dois tipos mesmo.

Eu sempre tive um pouco de agonia desses fish spa, imagine entrar em um tanque repleto desses peixinhos. Meu maior medo não se confirmou e eles foram só nos pés. Ufa!

Voltando aos cenotes: com o tempo e a infiltração, a rocha vai sofrendo desgaste e desaba, expondo a água. Por isso existem 3 tipos de cenote: os abertos (parece um lago), os semi-abertos como esse das fotos acima e os fechados.

Há muitos cenotes na região de Yucatán, mas a maioria não é explorado para turismo. É muito legal navegar no mapa e ver como existem várias indicações em todo lugar 🙂

Mas se a sua ideia é de uma água deliciosa em meio a um cenário tropical,  como era a minha… esqueça. Os cenotes são selvagens e um pouco assustadores, a profundidade da água pode chegar a 100m em alguns lugares. Por isso algumas pessoas fazem SCUBA, atravessando cavernas subterrâneas e segundo relatos, os mergulhadores encontram várias oferendas dos maias por lá.

Um dos lugares mais famosos para visitar e nadar é o Ik-Kil que fica próximo às ruinas de Chichen Izá. O local já recebeu competições de salto ornamental da Red Bull e quem gosta de saltar pode se jogar com tranquilidade, pois a profundidade é de 50 metros.

Talvez não tanta tranquilidade assim, já que não existem salva-vidas, apenas uma placa dizendo que entrar na água é por sua conta e risco. Felizmente os turistas que encontrei por lá pareciam mais conscientes do que costumamos ser por aqui. E se você não souber nadar, pode alugar um colete e explorar a área segurando em cordas.

Assustadores mesmo são os cenotes fechados. Neles, a luz entra por um pequeno orifício e é perturbador mergulhar na escuridão. Senti mais medo aqui do que ao nadar com o tubarão-baleia 😛

Não tão turísticos quanto o primo Ik-Kil, os cenotes de Xkeken e Samula ficam próximos a cidade de Valladolid, em um ecoparque. Lá é possível curtir o lugar com poucos turistas (o primo fica lotado em alguns horários). Acho que os morcegos assustam um pouco o público 😉

O cenário parece assustador, mas estes cenotes são rasos e havia crianças na água. A única luz natural é aquele raiozinho ali no centro.

Contam os locais que os tijolos para construir as pirâmides da região vinham de cavernas como essa. Escravos passavam o dia cortando a rocha e depois colocavam no sol para secar?! A única vantagem é que o lugar é fresco, ao contrário da superfície onde o calor é sufocante.

Quem gosta de mergulhar ou adora uma aventura, pode visitar dezenas de cenotes próximos a Playa del Carmen e Tulum. Eu visitei estes 3, achei fantástico, mas gosto mesmo é de água salgada e peixinhos coloridos 😛

Look 038/2016:

• Maiô Loér 

1 Comment

  • Nossa guria, que coisa mais linda!
    Deve dar medinho mesmo, mas é muuuito legal.

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