Browsing articles in "Viagem"
fev 11, 2014
Tamy

Look do dia em Cabo Polonio

Cabo Polonio, no Uruguai, é um lugar mágico. Com cerca de 60 moradores, o povoado não tem luz elétrica nem água encanada. Como fica em uma área de preservação ambiental, o acesso só é permitido aos caminhões que transportam os turistas cruzando as dunas por cerca de 20 minutos (foto 2).

As casas são um charme, a maioria tem um poço próprio e muros ou divisão de lotes simplesmente não existem. Cavalos, galinhas, patos e vacas passeiam tranquilos. Gatos perseguem cobras (ok, isso é incomum, mas valeu pela foto 😛 ) e leões-marinhos tomam sol.

Uma visita que vale a pena. Difícil é dizer adeus depois de se encantar com Cabo Polonio.

• Camisa Farm
• Biquíni Brasil Sul
• Short Zara
• Óculos Prada
• Lenço Scarfme

nov 20, 2013
Tamy

Peru: Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado – parte 1

Amanhecer em Machu Picchu

{ foto: nascer do sol em Machu Picchu, você só verá o parque vazio se pegar o ônibus às 5h }

Em setembro eu finalmente realizei o sonho de visitar o Peru, conhecer Cusco, Machu Picchu e aprender um pouco sobre a cultura local. Esperava um passeio interessante e fiquei encantada. Apesar das dificuldades típicas de países latino-americanos (que a maioria dos turistas apenas ignora), o Peru é surpreendente e a história do povo inca é impressionante.

Como algumas leitoras pediram dicas, vou fazer alguns posts dividindo experiências. Afinal, não é uma viagem muito simples de se organizar e ter indicações seguras é uma mão na roda para não ser enrolada.

Quando ir?

A melhor época para conhecer Machu Picchu é entre maio e setembro, período seco. No verão as chuvas são fortes e causam alagamentos.
No dia 24 de junho ocorre o Inti Raymi, a festa do solstício de inverno, que dizem ser belíssima.

Vale Sagrado

foto: Vale Sagrado e a Cordilheira dos Andes ao fundo }

Viajar por conta ou contratar uma agência?

Eu organizei a viagem com de 1 mês de antecedência. Consegui passagens com bom preço (gosto de consultar pelo Submarino Viagens), comprei e depois me preocupei com o resto.
Comprar pacotes em agências brasileiras pode sair um pouco caro e no Peru tudo é negociável, então decidi reservar hotel pelo Booking para os primeiros dias em Cusco (não conheci Lima – ainda – 😉 ).

Pelo que conversei com os locais, a cidade não costuma receber brasileiros, eles não entendem português e não há guias em nosso idioma (encontrei guias em inglês, alemão e até japonês!), porém o espanhol é tranquilo, não tão fácil quanto o dos uruguaios nem tão difícil quanto o dos argentinos 😛

Apesar de toda esta história triste sobre a falta de explicações em português, encontrei uma agência onde o pessoal fala e escreve nosso idioma. Conversei com eles por e-mail e fechei um pacote para o Vale Sagrado + Machu Picchu, custou US$330 (ingresso Vale Sagrado + almoço + trem ida e volta para Águas Calientes + hotel em Águas Calientes + ingresso Machu Picchu + guias + traslados) . Eles pediram 70% de adiantamento, mas como eu não conhecia, aceitei apenas 50%. Repito: no Peru tudo é negociável, entoe esse mantra se você pretende viajar para lá.

Em Cusco você encontra pacotes mais baratos, porém cuidado! Há muita desorganização e gente reclamando de serviços ruins. Encontrei algumas brasileiras em um sítio arqueológico que estavam com guia e não escutaram boa parte das histórias do lugar.

Então vamos aos prós e contras de contratar uma agência antes de viajar:

Prós:
• A agência mandou um táxi me buscar no aeroporto, quando cheguei ao hotel, eles já me esperavam com todos os tickets e explicações necessárias;
• Eles me ajudaram a organizar a viagem de forma a aproveitar melhor o tempo, também deram ótimas dicas de restaurantes (muito melhores que os blogs que li);
• Fiquei com o telefone da agência e sempre que tive dúvidas/problemas, eles me atenderam prontamente;
• Não precisei me estressar com a burocrática compra dos ingressos para Macchu Picchu (falarei sobre isso em um próximo post, mas adianto: não dá para comprar no local e há um limite diário de pessoas);
• Os tours saíram no horário e os guias (mestiços) tinham profundo conhecimento sobre a história de seus antepassados;
• Além dos passeios comuns, visitamos algumas aldeias onde o artesanato era muito mais barato que na cidade, também aprendemos a reconhecer falsificações da lã de alpaca e da prata, muito comuns na região. Para vocês terem uma ideia, encontrei blusas de lã com a mesma estampa que era vendida em Porto Alegre. Os guias também esclareceram sobre o mal de altitude (explicações abaixo);
• A agência me ajudou com imprevistos. Quando eu voltava de trem de Águas Calientes (povoado de Machu Picchu), houve um acidente e a minha chegada prevista para 22h atrasou para 1h. Quando cheguei havia uma van me esperando para levar a Cusco, muita gente que viajava por conta teve problemas pois naquele horário não havia mais transporte.

Contras:
• Ao caminhar pela Plaza de Armas em Cusco você vai encontrar dezenas de pacotes mais baratos e vai se achar meio boba por ter pago mais caro;
• Com boa vontade, tempo e muita paciência é possível organizar tudo pela internet. Como me faltava o tempo, paguei um valor mais alto.

{ foto: Ollantaytambo, venta muito, só leve roupas e acessórios que não saiam voando }

Passaporte e vacinas

Não é necessário passaporte para visitar o Peru, basta o RG, também não há vacinas obrigatórias. Caso você também vá para a Bolívia há algumas vacinas, vale pesquisar.
Lembrando que o RG deve ser atual e não pode estar plastificado. Carteira de motorista e outros documentos não são válidos.

Cuidado no aeroporto!

Ao sair do Brasil a TAM informou que minha bagagem iria direto ao destino final (Cusco), uma baita pegadinha do malandro. Ao chegar em Lima você precisa buscar sua bagagem, passar pela imigração e despachar como vôo doméstico.

Li em alguns blogs sobre uma taxa extra cobrada no aeroporto de Lima. Eu viajei pela TAM/LAN e não houve taxas extras.

Ainda sobre o aeroporto: cuidado com as bagagens de mão. Roubos não são comuns, mas há risco de colocarem drogas na sua bolsa. Também não aceite cuidar da bagagem de outras pessoas que não sejam suas conhecidas. (dica local)

E o dinheiro?

No Peru a moeda são os Nuevos Soles, que na época da minha viagem (final de setembro/2013) estavam com a conversão de quase 1 para 1 com o real. Você vai usar soles para comprar artesanato e para comer. Hotéis, trens e tickets geralmente são pagos em dólar.
Em Cusco é possível fazer o câmbio de reais e dólares. Os valores variam muito, então vale a pena caminhar bastante até achar o melhor preço. Em alguns hotéis também é possível trocar dinheiro.
Cuidado com notas rasgadas!

Roupas

Sabe o efeito cebola do qual eu costumo falar bastante no outono e inverno? Em Cusco é assim! As noites são geladas e os dias muito quentes, então um belo casaco resolve a situação. Apesar da altitude, faz calor em Machu Picchu.

Botas e sapatos para trilha são uma boa pedida, pois as pedras são irregulares. As roupas térmicas e calçados especiais para trilhas são mais baratos em Cusco que no Brasil. Vi bons sapatos por cerca de 70 reais na Plaza de Armas.

Vale lembrar que você só poderá levar uma bagagem de mão no trem para Machu Picchu, então uma mala pequena é uma boa opção 😛

Vale Sagrado - Pisac

{ foto: Vale Sagrado – Pisac }

Celular e internet

Se você não consegue ficar longe da internet, uma boa opção é comprar um chip pré-pago internacional. Eu encontrei chips para iPhone (4 e 5) na Claro (Calle San Andres, 42), custou cerca de R$20 e coloquei R$10 de crédito para internet, que funcionou por 5 dias.
A internet é melhor que a do Brasil, mas não funciona em Machu Picchu. Em Cusco a maioria dos hotéis e restaurantes oferecem wi-fi grátis.

Mal de altitude e a coca

O mal de altitude ou soroche pode causar náuseas, dores de cabeça, tonturas e falta de ar. Como Cusco fica a 3400m de altitude, é possível sentir uma diferença no primeiro dia, mas acho que o soroche é supervalorizado por questões comerciais. Ao chegar ao aeroporto você já encontra publicidade das Sorojchi Pills (que são uma mistura de aspirina e cafeína), as farmácias vendem inaladores de oxigênio (caros) e todos os lugares oferecem algum produto com coca. O mais comum é o chá, que é oferecido gratuitamente pelos hotéis e não dá loucurinha 😛
É preciso ter cuidado com o chá e outros produtos à base coca para não exagerar na cafeína.

Eu senti um pouco de falta de ar ao fazer esforço físico no primeiro dia. Subir uma simples escada parecia uma maratona. Também tive tonturas e dor de cabeça, mas nada que tirasse a disposição de conhecer o lugar. No terceiro dia já conseguia fazer longas caminhadas e tudo correu bem.

Algumas dicas para evitar os sintomas do mal de altitude:
• Não beba álcool no primeiro dia, dizem que a ressaca é terrível;
• Hidrate-se, o lugar é muito seco e a falta de água só piora a situação;
• A recomendação que recebi é de subir no máximo 300m ao dia (o local mais alto na região de Cusco tem 3700m, Machu Picchu fica a 2400m);
• Respeite seus limites, caminhe devagar e evite alimentos pesados.

Considerações extras:
• Chá de coca se parece com chá verde;
• Chocolate e barras de cereal com coca são ruins (ao menos eu achei :P);
• Eles tem uma outra erva, com sabor de menta, que também ajuda com o soroche e é deliciosa (também não dá loucurinha).

Amanhecer em Machu Picchu

{ Foto: Machu Picchu às 6h da manhã }

Tudo é negociável

Eu detesto pechinchar, mas no Peru isso é uma prática comum. Tão comum que você nem precisa pedir para baixar o valor, basta demonstrar dúvida e eles vão baixando! 😀
Com exceção de supermercados, algumas redes de lojas e restaurantes, o resto é negociável e eles sempre tentam aplicar um valor mais alto.

Para pechinchar como um cusqueño:
• Converse com a agência, o hotel ou o guia para saber qual o valor razoável das coisas. Uma corrida de táxi em Cusco (cidade velha) varia entre 1 e 5 soles, mas chegaram a me propor 30!
• O artesanato é mais barato em feirinhas próximas ao Mercado Público do que na famosa Avenida Sol;
• Cuidado com as falsificações, principalmente de lã de alpaca e das pratarias;
• Você terá muitas oportunidades de compra, vá com calma;
• A frase mais pronunciada nesta viagem será “No, gracias”;
• Para tirar fotos das pessoas e das lhamas eles pedem “propina“, ou seja, cobram. Vi algumas pessoas perguntando quanto custava antes de fotografar e eles abusavam pedindo 10, 20 soles (veja bem, o táxi custa 3). Meu truque é tirar a foto e depois ofertar a tal propina, geralmente algo até 5 soles. Ninguém reclamou 😛

set 25, 2013
Tamy

Look do dia no Peru: mix de estampas no Vale Sagrado

As fotos de hoje são de um dos lugares mais altos que conheci, Tambomachay é um grande templo dedicado à água. As fontes serviam para os índios descansarem e se prepararem antes de visitar Cusco, era como uma porta de entrada. Até hoje não se sabe de onde vem as águas.

A cerveja Cusqueña é fabricada com a a água de Tambomachay (apenas a escura). Eles começaram a utilizar a água “dos incas” ilegalmente e hoje pagam impostos extras para seu uso. Por isso a cerveja escura é mais cara que a comum, fabricada em Lima.

A subida não é fácil devido à altura, mas a paisagem compensa. Ao longo do caminho, os animais pastam. São de pessoas que vivem nas vilas ao redor, as mulas e lhamas servem para transporte e as alpacas fornecem lã.

As lhamas se irritam com facilidade e seu jeito de dizer “não gostei” é cuspindo. Na última foto fui cuspida por uma lhama e foi tão inesperado que caí na gargalhada.

• Casaco Ebay
• Top cropped Farm
• Pantalona de oncinha da Chica Bolacha
• Mochila C&A
• Óculos Asos
• Alpargata Kafé

Páginas:«12345678

publicidade

Histórico de posts