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ago 19, 2014
Tamy

Peru: Vale Sagrado e viagem de trem – parte 3

Nos posts anteriores sobre a viagem ao Peru eu falei sobre como preparar a viagem e como funcionam os passeios na região de Cusco.

Agora vamos falar sobre o Vale Sagrado dos Incas.

Vale Sagrado dos Incas

O Vale Sagrado dos Incas é uma região repleta de povoados e sítios arqueológicos, famosa pela produção de alimentos, sobretudo o milho.

A viagem por esta região é mágica, cheia de paisagens deslumbrantes com os Andes ao fundo. Aqui você vai encontrar muitas lhamas, alpacas e cuys. Com alguma sorte, poderá ver o voo do condor.

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Agência de viagens

A excursão sai de Cusco no início da manhã e termina em Ollantaytambo onde se pega o trem para Águas Calientes/Machu Picchu. Um ponto que não curti na minha viagem foi ter feito este trajeto à noite 🙁 . Dizem que a paisagem é lindíssima e eu pretendo repetir com a luz do dia.

Contratei o pacote completo Vale Sagrado + Machu Picchu antes de sair do Brasil, como expliquei neste post. Há pontos positivos e negativos. O lado bom é que tudo estará organizado quando você chegar, o lado ruim é que ao chegar em Cusco você vai encontrar 1 milhão de agências que fazem o mesmo serviço. Para não ficar #xatiada, não pesquisei os valores na cidade. Mas fiquei muito satisfeita com o pacote que incluiu almoço delícia em um restaurante pitoresco aos pés das montanhas, com direito à lhamas, vista para o rio e muito ceviche. <3

A viagem de trem

Existem 2 empresas que operam o trecho Ollantaytambo – Águas Calientes: a Peru Rail e a Inca Rail. Sua escolha dependende do pacote e do horário. Eu passei por um problema (vários aliás) e acabei viajando com as duas. Preferi a Inca que tem mais espaço entre as poltronas e o serviço é melhor.

Há vagões simples, onde servem bebidas sem álcool e um lanchinho e há os de luxo com restaurante e tudo mais. Posso dizer que o lanchinho é honesto 😛

Enfim só abri este tópico, porque a parte do trem me ensinou lições valiosas, que agora divido com vocês:

• Não confie na pontualidade do trem, há muitos problemas com horários e obstruções nos trilhos;
• Levando em consideração o item acima, SEMPRE tenha água e lanches;
• Há um limite para o tamanho da bagagem, por isso é comum as pessoas deixarem a mala grande no hotel em Cusco e levarem apenas uma bagagem de mão;
• Confira o horário do seu trem e controle isso durante o tour. Nosso guia se confundiu e por isso nós perdemos o trem. Como a passagem é bem cara, você não vai querer passar por isso;
• Sempre tenha um telefone de contato da sua agência e créditos no celular 😉 (eu falei sobre como comprar chip neste post).

Dicas para o Vale Sagrado

• Não coma alimentos crus/não industrializados, higiene não é prioridade no Peru (vá ao mercado público de Cusco e você irá me entender);
• Se ficar tentada a comer aqueles milhos enormes, escolha um que esteja fervendo na água e não os que já estão prontos. Dispense os temperos. 😛

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• Aproveite para entender como funcionavam as áreas das construções, o plantio e os cemitérios. Isso será útil em Machu Picchu;
• Comprar artesanato e prata no Vale Sagrado (sobretudo em Pisac) custa mais barato que em Cusco, mas tome cuidado com o Made in China. 😉

Pisac

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Pisac é um sítio arqueológico incrível onde você vai aprender muito sobre a agricultura da região. Como o lugar é enorme, há muito espaço para andar pelas ruínas. Durante as terças, quintas e domingos, há uma feira com preços convidativos. Também é comum os tours passarem por uma fábrica de joias. Foi lá que comprei meu colar de lhama 😛

As entradas do Vale Sagrado estão incluídas no boleto turístico, como falei aqui.

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Ollantaytambo

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A última parada foi em Ollantaytambo, cidade que foi um marco da resistência inca. Dizem que havia um lindo jardim e você poderá ver como eles aproveitavam o vento gelado dos Andes para preservar a comida.

A subida é cansativa, mas a vista vale a pena. Não use chapéus ou roupas que possam sair voando 🙂

Depois de visitar as ruínas, você irá pegar o trem para Águas Calientes.

Vejo vocês no próximo e último post sobre Machu Picchu! 🙂

Mais posts sobre o Peru:

• Peru: Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado – parte 1
• Peru: boleto turístico e city tour em Cusco – parte 2

jul 4, 2014
Tamy

Viagem: conheça um pouco mais sobre a Estrada Real

Atenção: este post foi escrito pelo blog Roteiro de Turismo (eu ainda não visitei a Estrada Real, mas pretendo fazer isso um dia) 😉

A Estrada Real

Considerada a maior rota turística do país, a Estrada Real traz consigo além do acesso a diferentes cidades e estados, muitas histórias e grande caráter cultural. Começando pelo século XVIII, já existiam caminhos diferentes para chegar à região das minas de Minas Gerais, mas também existiam rotas diferentes, causando transtornos e fazendo as pessoas se perderem durante o trajeto. O Roteiro de Turismo conta um pouco mais da história da Estrada Real.

Para evitar maiores problemas, a Coroa Portuguesa decretou que as riquezas deveriam deixar as terras mineiras apenas por caminhos definidos por ela, surgindo assim a Estrada Real. A primeira via aberta oficialmente foi a ligação de Ouro Preto para a cidade de Paraty, chamado hoje de “Caminho Velho”, um roteiro interessante que atrai inúmeras pessoas todos os anos.

Ao realizar o trajeto, é possível encontrar locais que juntam as raízes da cultura típica mineira, com as europeias, africanas e indígenas. Resultado da junção da arquitetura de Ouro Preto, a gastronomia de Tiradentes e as belas estâncias que fazem parte do Circuito das Águas, ao chegar em Paraty.

O Caminho Velho, considerando a saída de Minas – mais precisamente na cidade de Ouro Preto- até Paraty, resultam em uma distância de 710 km e 1200 metros de altura acima do nível do mar. Com subidas tanto curtas quanto longas durante 320 km, a viagem conta com inúmeros trechos marcantes.

Com opções de trajeto tanto no asfalto quanto em trilhas, é possível apreciar além da atraente paisagem durante todo o trecho, cidades históricas como Tiradentes, São João Del Rei, belas cachoeiras como a Cachoeira do Campo, além de ótimas opções para trilhas.

Outro fato interessante é que é possível emitir um passaporte, para receber um certificado para cada caminho percorrido. Podendo ser retirado tanto em Ouro Preto quanto em Paraty, ele é adquirido em troca de 1kg de alimento não-perecível ou uma peça de roupa, que serão encaminhados para instituições de caridade. Ele pode ser usado para percorrer os caminhos Velho, Novo, dos Diamantes e do Sabarabaçu.

Para mais informações sobre restaurantes e pousadas em Tiradentes acesse o link do Roteiro de Turismo e para restaurantes e pousadas em Paraty acesse o link http://www.roteirodeturismo.com.br/hoteis-e-pousadas/rio-de-janeiro/paraty/

 

jun 24, 2014
Tamy

Peru: boleto turístico e city tour em Cusco – parte 2

É uma vergonha eu levar 7 meses para escrever a segunda parte do post sobre o Peru, então nem vou tentar dar explicações furadas. Estou em dívida com as leitoras que desejam viajar e agora é hora de quitar meus débitos 😀

A primeira parte deste post (clique aqui) traz informações importantes sobre a viagem, roupas, mal de altitude e pechinchas no Peru, agora é hora de falar da viagem em si. Vamos lá?

City tour em Cusco

Mototáxi no Peru

Quando cheguei ao Peru, reservei este primeiro dia para me ambientar, conhecer um pouco da cidade e tirar as dúvidas com a agência. Como comentei no primeiro post, os efeitos da altitude podem ir desde um simples cansaço até dores de cabeça e enjoos.

No segundo dia eu fiz o City Tour nos arredores de Cusco e no terceiro dia conheci o Vale Sagrado, embarcando no trem para Machu Picchu no final da tarde.

Boleto turístico

Antes de falar de passeios, é importante falar sobre o Boleto Turístico. Trata-se de uma espécie de “passaporte” que permite a entrada nas principais atrações de Cusco e do Vale Sagrado. É muito importante você ter o boleto, pois alguns museus e sítios arqueológicos não possuem bilheteria e se você chegar lá de mãos abanando não poderá entrar.

Você pode comprar o Boleto Integral , que custa 130 soles (cerca de 130 reais), válido por 10 dias que dá acesso a 16 atrações. Ou pode comprar o Boleto Parcial das atrações que irá ver, esta opção custa 70 soles (cerca de 70 reais) e é válida apenas na data da compra.

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Nos dois casos você deverá colocar seu nome no boleto e a cada atração visitada, eles irão perfurar o cartão. Guarde o boleto com cuidado, pois se você perder como fez o maridão, terá que comprar outro.

Falando em comprar, as agências de turismo poderão vender o boleto ou você pode ir pessoalmente à sede da Cosituc que fica próxima da Plaza de Armas.

Na minha opinião, o boleto integral é a melhor escolha, pois você poderá visitar museus e atividades culturais que estão fora dos tours.

City tour em Cusco e o boleto turístico

Várias empresas organizam o City Tour por Cusco e arredores, eu contratei com a mesma empresa que fez o pacote para o Vale Sagrado e Machu Picchu.

O passeio começa por volta das 13h e termina no final do dia. No tour você visita a Catedral da Plaza de Armas, o templo Qorikancha (também chamado de Convento de Santo Domingo del Cusco), os sítios arqueológicos de Saqsayhuamán, Qénqo e Tambomanchay. Em nosso tour também paramos em uma pequena comunidade que vende artesanato, onde eles ensinaram a diferenciar alpaca de sintético e descobrir se a prata é verdadeira (muito útil).

Basílica Catedral

Sabe quando você pede informação e lhe respondem “vire à esquerda ao lado da Igreja”?, esqueça. Em Cusco, Igrejas não são um bom referencial, pois só o centro histórico abriga 10 delas, algumas edificadas sobre construções incas.

Eu visitei apenas duas, uma delas foi a Basílica Central que fica na Plaza de Armas. A entrada da Igreja não está incluída no Boleto Turístico (nenhuma construção Católica está) e custa 25 soles. Você pode comprar o ingresso na porta lateral. Aos domingos há uma missa realizada em quéchua e nesta ocasião a entrada é gratuita.

O ingresso vale a pena, a Basílica tem muito ouro, prata e obras de arte interessantíssimas, com pequenas “intervenções” dos artistas mestiços que incluiam deuses incas entre as obras católicas. Destaque especial para a Santa Ceia onde Judas tem o rosto de Francisco Pizarro, o conquistador espanhol, e para o Jesus negro (Señor de los Temblores) que já foi branco e protege a cidade dos terremotos.

É fundamental você fazer este passeio com um guia, senão muitos detalhes irão se perder. Não é permitido fotografar ou filmar lá dentro.

Qorikancha – Convento de Santo Domingo del Cusco

Qorikancha, o Templo do Sol, foi a construção mais importante do Império Inca. Em 1534 os espanhóis construiram uma Igreja e um convento sobre o templo. Mais tarde dois terremotos derrubaram as construções dos colonizadores, revelando as paredes preparadas para resistir aos tremores.

A entrada custa 10 soles e vale a pena porque você sairá de lá entendendo porque as construções incas resistem aos terremotos e como as rochas são encaixadas. Além disso, é um importante ponto de partida para entender os deuses dos incas.

Junto ao convento, fica o Museo de Sitio del Qorikancha, cuja entrada está incluída no Boleto Turístico. Lá você poderá ver algumas múmias e artefatos dos índios. Não é um museu incrível, mas tem itens interessantes e você poderá ver as múmias em posição fetal (pergunte ao guia o motivo 😉 ).

Dica: No gramado do convento e próximo ao museu geralmente há senhoras com bebês lhama para fotografar. Se você perguntar quanto custa, elas irão cobrar caro, então o truque é tirar a foto e dar o dinheiro.  Eu normalmente dava 2 ou 3 soles (2 ou 3 reais), mas vi elas cobrando 15 soles de uma americana.

Saqsayhuamán

Saqsayhuamán e vista panorâmica de Cusco

Talvez seja porque primeiro sítio arqueológico a gente nunca esquece, mas Saqsayhuamán me pareceu um lugar místico e incrível. Trata-se de um imenso templo ao ar livre onde os índios realizavam – e ainda realizam – o Inti Raymi, a festa do solstício de inverno.

Lá você terá uma visão panorâmica de Cusco, poderá entender um pouco da trilogia inca e encontrar lhamas pastando. Se tiver sorte, seu guia vai lhe contar a história da cruz fincada no local e sobre turistas que acreditam que o local é um aeroporto de ovnis.

Esta visita está incluída no boleto turístico 🙂

Dica: não se assuste com os nomes esquisitos em quéchua, a maioria se pronuncia como a escrita. A piada com Saqsayhuamán é que a pronúncia parece SexyWoman. 😛

Dica 2: na entrada há uma lhama chamada Gisele. Ela ganhou este apelido porque passa o dia posando para fotos, como a modelo. Com Gisele não há risco de ser cuspida, como eu fui 😛

Qénqo

Qénqo tem construções interessantes e era dedicado à mumificação. Lá você poderá visitar as câmaras subterrâneas e entender um pouco do processo.

Também está incluído no boleto turístico.

Tambomachay

Lhamas e trajes típicos do Peru

Trata-se de um templo dedicado à água, que corre nos dutos até hoje e mesmo com pesquisa de engenheiros e cientistas, não foi possível descobrir de onde ela vem. Era um ponto de descanso para os visitantes que chegavam a Cusco na época do império inca.

De Tambomachay parte um dos caminhos incas que levam à Machu Picchu. O local é um dos pontos mais altos da visita, com 3795 metros.

Curiosidade: a cerveja Cusqueña escura é feita com água de Tambomachay.

Onde comer em Cusco?

Bembos – é uma rede de fast food super famosa no Peru, eles servem sanduíches com jeitão de comida típica, como as batatas e a chicha morada, bebida feita com milho roxo (muito boa). Os sorvetes são bons e o preço é razoável. Em Cusco fica na Plaza de Armas.

Nuna Raymi – restaurante típico com decoração bacana e preço razoável. Recomendo o lomo salteado. Fica na Calle Triunfo, 356 – segundo piso, ao lado da Catedral.

Pizzeria Romana – super dica do guia, é o lugar onde as pessoas que moram em Cusco costumam comer pizza. A comida é ótima e o lugar super animado.

Justina – fui a este lugar porque alguns blogs de viagem indicaram, mas sinceramente achei superestimado e acredito que o pessoal curte tanto porque é meio hipster, escondido nos fundos de um casarão, em um lugar com cara de que vai desabar em breve. Só tem um banheiro unissex do lado de fora da casa e no dia em que eu fui não tinha luz. ¬¬
A pizza é ok, mas o preço é caro. Não recomendo e coloquei na lista apenas para citar que não vale a pena!

Dicas extras

• Não coma alimentos crus ou comida de rua;
• Beba apenas água mineral;
• O milho cozido é uma tentação, mas só coma se estiver fervendo na sua frente;
• Grávidas não devem tomar chá de coca;
• Chá de coca tem cafeína, use com moderação;
• Passe no supermercado e compre barras de cacau para chocolate quente, custa cerca de 15 reais (400g) e mudará sua concepção sobre chocolate.

Este post continua na parte 3 e 4 falando sobre o Vale Sagrado e Machu Picchu respectivamente. Aguarde, pois em breve os posts estarão no ar.

fev 21, 2014
Tamy

Viagem: Uruguai de carro – parte 2

Post atualizado em 10/02/2015 – cotação 1 real = 8,6 pesos uruguaios

Continuando a série de posts sobre o Uruguai, agora aproveito para falar da parte mais burocrática e facilitar a vida de quem está planejando viajar. A princípio parece bastante coisa, mas não é tão complicado como parece e a viagem realmente vale a pena.

• Confira a primeira parte falando sobre Punta del Diablo, Colonia del Sacramento, Cabo Polônio e  Montevidéu. Dicas de onde se hospedar.

Vantagens para turistas

O governo uruguaio costuma oferecer benefícios para atrair os turistas. Até 31/07/2015 quem for visitar o Uruguai pode desfrutar das seguintes vantagens:

• Devolução do IVA: o imposto é devolvido automaticamente nas compras com cartão de crédito ou débito e o valor pode chegar a 18,5%. Abrange os serviços gastronônicos e aluguel de veículos. Como o IOF no Brasil é de 6,38%, vale a pena pagar no cartão.

• Devolução de 10,5% do valor do aluguel de imóveis: é ótimo para quem vai com a família e aluga uma casa para a temporada. Lembrando que só é válido para imóveis alugados por meio de imobiliárias e pagos com cartão.

• Tax free: as lojas com selo tax free também oferecem descontos, mas só vi este selo nos shoppings de Montevidéu e em Punta del Este.

• Desconto em hotéis: IVA zero para turistas, o que significa que pagamos um valor menor por sermos brasileiros. Porém neste caso, o melhor é pagar em dinheiro, pois não há devolução no cartão.

De todos os itens, o que aproveitei melhor foi a devolução do IVA para serviços gastronômicos. No canhoto do cartão você já confere o desconto, que vai aparecer como estorno na fatura.

Que moeda usar no Uruguai?

A moeda corrente é o Peso Uruguaio que na época da minha viagem (fevereiro/2015) tinha cotação média de R$ 1 valendo 8,6 pesos uruguaios. Porém o valor varia com a região. Em Montevidéu e Punta del Este é possível conseguir 9 pesos e em Colonia del Sacramento você conseguirá 8 com suor e lágrimas.

As coisas evoluem muito rápido no Uruguai, quando visitei o país em novembro de 2013, era difícil pagar alguma coisa com real (exceto na capital e em Punta del Este). Mas agora nossa moeda é bastante aceita e é possível pagar restaurantes, hotéis e até pedágio com reais. Mesmo assim é importante ter pesos, pois algumas vezes a cotação não vale a pena ou pequenos comerciantes não aceitam o real.

O dólar também é aceito, principalmente nas cidades turísticas, se você já possuí a moeda, poderá usá-la, mas não vale a pena comprar dólares para levar ao Uruguai. Nossa moeda tem uma boa cotação e você acaba perdendo dinheiro em duas operações de câmbio.

Não é comum encontrar pesos uruguaios em casas de câmbio do Brasil. O que costumo fazer é trocar reais no Chuí. Há duas casas de câmbio confiáveis por lá, minha favorita fica ao lado da freeshop Angra. Não é recomendável trocar dinheiro com cambistas de rua.

Em Punta del Este há várias casas de câmbio que abrem todos os dias na Av Gorlero, em Montevidéu é possível trocar dinheiro na Av. 18 de Julio, perto do porto e no shopping Punta Carretas. Em Colonia del Sacramento também há algumas casas de câmbio, mas as cotações não são boas.

Usando o celular e smartphone no Uruguai

Ficar longe do celular é uma tarefa difícil e as tarifas cobradas pelas operadoras brasileiras são abusivas, então a melhor solução é usar um chip pré-pago local.

A Antel é uma das operadoras mais presentes no Uruguai e é possível conseguir um chip até em bancas de jornal, além disso, ela possui o micro e nanochip. O valor do chip é 49 pesos (aprox. R$ 5,70) e uma recarga de 100 pesos (aprox. R$ 11,70) garante 1Gb de internet por aproximadamente uma semana. O sinal é muito bom, acima da brasileira.

Atenção: na hora de fazer uma recarga, é importante você especificar se deseja que o valor vá para ligações ou internet.

O que é preciso para viajar de carro?

Carta verde: é um seguro obrigatório, que deve ser contratado para os dias em que você estará lá. Você pode conseguir no Banco do Brasil ou com a sua seguradora. Eu paguei aproximadamente US$6 por dia, mas o valor varia com a seguradora e o número de dias.

• Se o carro for financiado ou não estiver no seu nome, é necessário ter uma autorização do proprietário e legalizá-la no Consulado do Uruguai, que leva em média 2 dias. Veja aqui o Consulado mais próximo.

• É obrigatório o uso do farol baixo em áreas urbanas, rurais e nas rodovias. O uso do cinto de segurança também é obrigatório.

A polícia rodoviária uruguaia é bem tranquila se você respeitar as regras (digo isso porque muita gente conhece a má fama da polícia argentina). O trânsito é calmo e nunca vi um acidente nas rodovias. De forma geral os motoristas costumam ser amigáveis.

Quais os documentos necessários para entrar no Uruguai?

Não é necessário passaporte, basta uma cédula de identidade em bom estado de conservação. Ao entrar no país você deverá fazer um registro de entrada e conservar o documento consigo durante toda a viagem.

As estradas e a distância entre cidades

As estradas no Uruguai são boas e dificilmente o trânsito fica lento. O trajeto brasileiro também costuma ser tranquilo e sem os tradicionais engarrafamentos que temos no Brasil. Porém há muitos caminhões indo ao Porto de Rio Grande e se você pretende viajar de segunda a sábado é recomendável sair bem cedo.

É possível calcular a distância de sua cidade usando este site. Ele também é ótimo para pensar nos trajetos e planejar a viagem.

Espero que tenham gostado 🙂 Compartilhem suas dúvidas e experiências nos comentários!

• Clique aqui e confira a primeira parte falando sobre Punta del Diablo, Colonia del Sacramento, Cabo Polônio e  Montevidéu. Dicas de onde se hospedar.

fev 19, 2014
Tamy

Viagem: Uruguai de carro – parte 1

Post atualizado em 10/02/2015 – cotação 1 real = 8,6 pesos uruguaios

O Uruguai é uma ótima opção para quem procura um pouco de tranquilidade para curtir o verão. Aliás o país vizinho é encantador em qualquer época do ano e tem várias vantagens para quem quer fazer uma viagem internacional sem gastar muito.

Na minha última viagem resolvi conhecer alguns lugares e explorar outros por onde já havia passado. Hoje divido um pouquinho dos lugares por onde passei para matar a curiosidade e quem sabe inspirar o próximo roteiro de vocês.

Este post possui uma segunda parte, falando sobre a parte burocrática como câmbio de dinheiro, documentos necessários, celular e vantagens para turistas. Então fiquem tranquilas, se der aquela vontadezinha de viajar no Carnaval, será mais fácil fazer o planejamento!

Punta del Diablo

Minha primeira parada foi em Punta del Diablo que fica pertinho da fronteira com o Brasil (47 km). É uma praia rústica, sem muita estrutura, um prato cheio para quem curte natureza e surf. A população fixa é de aproximadamente 650 pessoas.

O local tem 3 praias: Playa de los Pescadores, Playa de Rivero e Playa de la Viuda.

Punta del Diablo é um bom lugar para servir de base enquanto se explora outros lugares do Departamento de Rocha, como o Parque Santa Teresa (e o forte), o Cabo Polonio, La Pedrera e La Paloma.

Onde ficar?

Punta del Diablo tem vários hostels e geralmente muitas vagas. Eu fiquei em duas pousadas nas vezes em que passei por lá e fiz as reservas pelo Booking.

Apart hotel Los Pecados de la Viuda – fica isolado da civilização, o que é bem ruim para quem está sem carro, mas tem uma boa estrutura. Eles também tem um hostel onde é feito o pagamento.

Complejo Oceanico – tem ótima localização, mas as fotos são muito melhores que o lugar. Como meu objetivo não era ficar no quarto, não foi um problema.

Cabo Polonio

Cabo Polonio é um lugar mágico. Fica isolado da civilização, não tem luz nem água encanada. Para chegar lá é preciso deixar seu carro no estacionamento (150 pesos/dia) e pegar carona em um caminhão 4×4 (170 pesos por pessoa).

Tudo isso parece bem ruim, até você avistar o povoado e descobrir como a vida pode ser simples. Não há muros, nem cercas, nem buzinas. Só muito verde, muito mar e o som dos pássaros e lobos marinhos ao longe.

Além do povoado, você pode visitar o farol (20 pesos por pessoa) e observar os leões e lobos marinhos tomando sol nas rochas. Se gostar muito deles, pode até pegar um barco e ir até as ilhas para conferir os animais de pertinho. Em algumas épocas do ano também é possível avistar baleias.

A população fixa do local é de aproximadamente 80 pessoas, por isso as estruturas são simples e rústicas. Há alguns hostels onde ficar e lugares onde comer. Como não há luz, não espere usar seu cartão de crédito aqui (o celular funciona!) 😛

Eu passei o dia em Cabo Polonio, mas dizem que a melhor parte é a noite, onde as únicas luzes são o farol e as estrelas, ainda quero fazer esta experiência.

Montevidéu

A capital do Uruguai e sede administrativa do Mercosul é apaixonante e vale a visita. As ramblas, os parques e o belíssimo pôr-do-sol conquistam os olhos e o coração.

Um ótimo jeito de conhecer a cidade é o Bus Turístico, um ônibus que percorre os principais pontos turísticos da cidade. O passeio custa 450 pesos (aceitam pagamento no cartão), dura cerca de 2h30 e o ticket é válido por 24 horas. O ônibus é equipado com fones de ouvido com explicações em vários idiomas, a saída é próxima ao Mercado del Puerto (parada zero) e no caminho há outras 9 paradas. Em cada uma delas você pode descer e explorar o local com ajuda do mapa e das dicas das atendentes. Há novos ônibus de hora em hora.

As paradas são as seguintes:
• Parada 1: Ciudad Vieja – centro histórico com belas construções (aqui tem algumas fotos)
• Parada 2: Explanada Municipal
• Parada 3: Palácio Legislativo
• Parada 4: Jardim Botânico / Prado (fotos aqui)
• Parada 5: Terminal Tres Cruces
• Parada 6: Estádio Centenário – para quem gosta de futebol, vale visitar o Museu do Futebol
• Parada 7: Montevideo Shopping Center
• Parada 8: Shopping Punta Carretas – este shopping foi um presídio e ainda hoje conserva as escadarias originais. O lugar foi palco de várias fugas históricas, entre elas, a do atual presidente Mujica.
• Parada 9: Parque Rodó (fotos aqui)

Onde ficar?

Os melhores lugares para se hospedar são Punta Carretas, Pocitos e Centro. Eu escolhi ficar em Pocitos pois é pertinho da praia e seguro para caminhar à noite.

Punta Trouville Apart o apart hotel é equipado com cozinha, ferro de passar e secador. A localização é ótima, mas é preciso ter paciência com o elevador pequeno e as minúsculas vagas na garagem.

Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento é uma cidade encantadora, cheia de história e com construções de tirar o fôlego. As ruas são cheias de carros antigos, as casas e praças são decoradas com ladrilhos e azulejos portugueses. Quando o sol se põe, é possível ver as luzes de Buenos Aires iluminando a outra margem do Rio da Prata. Quem não conhece a capital argentina pode pegar um buquebus e atravessar o rio.

Esta é a Plaza de Toros, que funcionou por apenas 2 anos, até o governo proibir as touradas. Ela deve ser reformada em breve e irá receber eventos culturais.

Quem gosta de artesanato ou quer se aventurar no chimarrão, pode comprar objetos com preços excelentes na Feira de Artesãos. Se você adora antiguidades, próximo da Plaza de Toros tem um antiquário que merece um episódio em Caçadores de Relíquias.

Onde ficar?

A cidade tem muitos hotéis, mas alguns ficam longe do centro histórico. Se você não estiver de carro, deve dar atenção a este item.
Eu fiquei em uma charmosa pousada do século XIX.

Posada Manuel de Lobo 

 Para concluir

O post ficou imenso e mesmo assim está bem resumido. Quem tiver dúvidas ou quiser deixar sugestões, pode utilizar os comentários e vou responder na medida do possível.  A parte 2 traz informações burocráticas como câmbio, celular, documentos, etc., confira.

Espero que o post tenha sido útil 🙂

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