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set 12, 2016
Tamy

México: Oaxaca e Monte Albán

Minha segunda parada é na adorável Oaxaca, uma cidadezinha que fica a 7 horas de ônibus da capital e conserva muito do México tradicional, com casas coloniais coloridas, o melhor chocolate do país, mariachis, mezcal e tequila.

 

As construções originais da época da colonização espanhola lembram bastante as de Cusco (Peru) e Colônia do Sacramento (Uruguai), parecem pequenas por fora, mas são imensas, bem iluminadas e frescas por dentro. O hostel onde me hospedei (Hostel de las Américas) tinha lindos vitrais e um terraço de tirar o fôlego.

A mocinha aí de cima estava fotografando para o álbum de 15 anos. A tradição é muito forte no México e elas usam vestidos como esse e tiram fotos em pontos turísticos. Na Cidade do México vi algumas fotografando no Anjo da Independência.

O Monte Albán abrigou a civilização zapoteca desde 900 A.C até ser derrotada em 1300 D.C pelos mixtecos e estes conquistados mais tarde pelos espanhóis. As ruínas abrigam muito da cultura zapoteca e alguns traços dos mixtecos. O local abrigava importantes rotas comerciais e foi palco de muitas disputas. Embora tenha algumas das ruínas mais bem conservadas dos zapotecas, no dia em que visitei o Monte Albán não haviam muitos turistas, o que resultou em algumas fotos bem bacanas!

Nos vídeos do Instagram comentei que o Juego de Pelota provavelmente originou o futebol moderno, mostrei como era a “trave”, agora mostro o campo, que tinha forma de I como esse aí embaixo.

Sabe a famosa “siesta”? Ela rola de verdade, não são todos que dão aquela dormidinha depois do almoço, mas alguns dormem mesmo. No litoral tem estabelecimentos que só abrem depois das 16h!

Look 036/2016:

• Cardigan Rafaela Tomazzoni
• Top Zara
• Short Forever 21
• Óculos Prada
• Bolsa da Grécia
• Brincos Beatnik
• Sandália Renner

set 8, 2016
Tamy

México: Teotihuacán

O México fez parte da minha vida desde muito cedo: cresci assistindo Chaves, Chapolin e as novelas que o patrão Silvio Santos reprisava sem pudor. Por isso e pelo grande interesse pela história dos povos pré-colombianos na escola, conhecer esse país sempre foi um sonho. <3

Foi emocionante comprovar que o México é tão bacana quanto parecia no Chaves, com refresco de tamarindo, muito chilli, comidas com nomes fofos e pessoas adoráveis. A primeira parada foi a Cidade do México, onde infelizmente passei pouco tempo por conta de um erro da Copa Airlines que mudou o horário do voo e não me avisou. Acabei perdendo um dia de viagem 🙁

Datadas do ano 100 A.C., as pirâmides de Teotihuacan impressionam pela imponência e pela incrível história dessa civilização (teotihuacana) que sobreviveu por cerca de mil anos com rotas de comércio que íam do atual EUA até Guatemala e Honduras. O transporte das mercadorias era realizado em tempo integral, haviam embaixadas em cada cidade onde uma pessoa entregava o produto para a próxima de modo que o comércio estava sempre abastecido. Imaginem tudo isso antes de Cristo!

Graças à essas rotas, Teotihuacan mantinha boas relações com outros povos e tinha embaixadas na cidade. Por isso encontramos construções em diferentes estilos como maia e zapoteca.

Na escola aprendi que os astecas viviam nessa região. O que não deixa de ser verdade, mas isso aconteceu muito depois, cerca de 200 anos antes dos europeus chegarem à América. Os astecas baseavam sua economia em impostos pagos pelos povos conquistados na guerra e sua civilização durou cerca de 300 anos.

Eles chegaram a Teotihuacan quando os primeiros habitantes já haviam abandonado a cidade, provavelmente por guerras ocasionadas pela disputa religiosa. Estado e religião se confundiam e isso criou problemas (cria até hoje né?! 😛 ).

Minha viagem pelo México continua e vocês podem conferir tudo lá no live do Instagram. Quem quiser mandar perguntas, pode deixar nos comentários ou na DM do Insta que responderei dentro do possível.

Look do dia 035/2016:

• Blusa Zara
• Calça Riachuelo
• Bandana Pente Fino
• Óculos C&A México (que custou R$4 mas isso é história pra outro post hehe)
• Bolsa da Grécia
• Alpargata Daniel Cassin

jul 28, 2016
Tamy

Grécia: a cidade medieval em Rodes

Se você gostava de História (ou curtia a coleção Vagalume) na época de escola, já deve ter lido algo a respeito das 7 Maravilhas do Mundo Antigo. A lista traz, em sua maioria, construções que já não existem, mas visitando alguns lugares possamos imaginar sua grandiosidade na época.

Uma delas era o Colosso de Rodes, uma estátua de bronze que de 30 metros de altura construída em homenagem ao deus Hélio (deus sol na mitologia grega) em 280 a.C. A imagem era tão imensa que os navios passavam embaixo dela para entrar no porto. Um terremoto derrubou a estátua e seus pedaços foram vendidos ao Oriente como sucata.

Ainda na mitologia, Rode era uma ninfa, filha de Poseidon e Afrodite. Após o dilúvio que inundou o local, o deus Hélio teria se apaixonado por ela, fazendo com que a água secasse e a ilha reaparecesse.

Rodes fica no Dodecaneso e está entre as maiores ilhas da Grécia e já foi tomada por muitos povos: gregos, turcos, romanos e cristãos de Jerusalém. Cada um deles deixou um pouquinho de sua cultura, o que resultou em um lugar fascinante e cheio de histórias fantásticas.

A cidade medieval de Rodes é Patrimônio Mundial pela UNESCO e embora ainda seja habitada, mantém muito de suas características originais.

Lá, cachorros passeiam de moto e a água das fontes (ali atrás dos banquinhos) é potável. Depois de descobrir isso, parei de gastar 2 euros em cada garrafinha de água. 😛

Rodes fica bem pertinho da Turquia e muitos sírios estão fazendo a travessia em pequenos botes infláveis. Mesmo assim, poucos são vistos em locais turísticos.

As montanhas ao fundo ficam na Turquia e um dos pés do Colosso se localizava próximo àquela bandeira. A cidade medieval é protegida por um muro construído em pedra com 12 metros de largura.

Nas calçadas, dentro das lojas, casas e restaurantes, o piso é feito com um mosaico de seixos. O local tem mesquitas, igrejas, fontes e até um palácio! Se você vai visitar Rodes, recomendo guardar um dia só para isso.

A parte próxima ao porto é super movimentada, já os portões que ficam do outro lado guardam uma Rodes tranquila onde a mamãe gata pode dormir com o filhote no meio da rua. Os moradores são simpáticos e adoram puxar papo, inclusive aqueles que não falam inglês 😛

Se você quiser experimentar como é a vida em uma cidade medieval, pode se hospedar nos hostels que ficam dentro da muralha. Esse – cheio de verde – é um deles. Pelos locais que visitei, posso garantir que mesmo com um calor de mais de 40ºC, os ambientes internos são frescos.

Em 1309, a ilha foi vendida à Ordem de Malta e se tornou um ponto estratégico para peregrinos e para quem partia para as Cruzadas. Nessa época a cidade foi modernizada, mas as construções originais foram mantidas. Rodes ganhou um palácio que se tornou um museu e abriga muitas peças que datam de 400 a.C.

O mais bacana é que as lojas vendem reproduções das peças do museu, quem adora decoração (eu, eu, eu!) pode levar um pedacinho de história para casa.

Comprei um vaso com Afrodite <3 e falando nela, tem um templo dedicado à deusa logo na entrada da cidade. Olha ele aí! A deusa me favoreceu e mandou um ventinho para embelezar a foto.

O texto está imenso, eu sei! Mas se você chegou até aqui e tem acompanhado os posts sobre a Grécia, deve estar tão curiosa quanto eu fiquei com a grande quantidade de gatos por lá.

Perguntei a respeito para alguns moradores e eles explicaram que a região mediterrânea tem muitas serpentes e escorpiões, a simples presença dos felinos já espanta boa parte desses animais, mas quando eles insistem, são caçados e levados como presente para algum humano.

Os gregos gostam tanto de gatos que ao caminhar é preciso tomar cuidado para não tropeçar nos potinhos com água e comida. que estão por toda parte, inclusive dentro das lojas.

Finalizo com meu look, com o quimono que costurei para minha mãe e acabei roubando durante a viagem. Algumas leitoras perguntaram sobre meus looks de viagem, interessa um post sobre isso?

Look 031/2016:

• Vestido Forever 21
• Quimono que eu fiz 🙂
• Óculos Moon da Quem te viu Quem te vê
• Alpargata Satinato / Renner

jul 22, 2016
Tamy

Grécia: ilhas e praias gregas (Amoopi / Karpathos)

As águas turquesa da Grécia figuram nos sonhos de viagem de muita gente e não é pra menos. A água tem mesmo essa cor maravilhosa que dá gosto só de olhar.

As praias costumam ser de pedra, embora algumas tenham areia. Os restaurantes, hotéis e bares colocam espreguiçadeiras e guarda-sóis para os hóspedes e clientes.

Não vi praias particulares e quem quiser pode chegar com sua canga como fazemos no Brasil. Topless é liberado, mas menos comum do que eu imaginava.

O melhor da Grécia – na minha opinião – são as pessoas. Eles são os inventores do deboísmo! Amigáveis, divertidos, adoram ensinar e aprender. Sabem mais do Brasil do que alguns brasileiros e até opinam sobre crise e estilo de vida.

Quando estava fotografando em frente a uma praia que não era particular, mas só tinha um condomínio em frente, um morador veio falar comigo. Fiquei com receio de me espantar de lá (o que aconteceria em vários lugares), ao invés disso ele me convidou para ir fotografar do deck da casa dele que “teria uma vista melhor”. (Essa da foto com a bandeira). Como não amar essa gente que constrói igrejinhas com vista para o mar?

Já que é sexta, quem quiser ver (ou rever) um pouco de como são os gregos, assista Casamento Grego (1 e o 2). É divertido e embora tenha alguns esteriótipos que eu não concordo, retrata um pouco desse povo tão querido.

Ah! A praia da foto é Amoopi, na ilha de Karpathos.
Curiosidade: a Grécia tem mais 6 mil ilhas, das quais 227 são habitadas e apenas 78 tem mais de 100 habitantes.

Look 030/2016:

• Macaquinho Forever 21
• Lenço bordado pela Maria (desse post)
• Óculos de brechó
• Alpargata da Renner

jul 14, 2016
Tamy

Grécia: Olympos, a vila das Marias (Olimpo)

Pense em uma cidadezinha com cerca de 700 habitantes que ainda preserva as tradições do século 7 AC. Uma pequena vila com casinhas coloridas, muitas flores, gente sorridente e nome feminino: Olympos (ao contrário do monte mítico, que tem nome masculino) é cheia de encantos, um lugar onde as matriarcas comandam e a herança passa de mãe para filha.

Como falei no post anterior, minha ideia em visitar a Grécia era fugir do roteiro tradicional e conhecer um pouco do cotidiano dos gregos. Quem viaja sabe que, quanto mais turístico o destino, mais ocidentalizado ele é (não cito isso como uma característica negativa, mas não é o que eu desejava).

Eu queria ver uma Grécia com cabritas na beira da praia e pessoas conversando alegremente. E não é que encontrei?

No conjunto de ilhas do Dodecaneso, pertinho da Turquia, há uma ilha chamada Karpathos, que segundo a mitologia era o berço dos titãs e que abriga muitas histórias de piratas. Para fugir deles (dos piratas, não dos titãs 😛 ), parte da população subiu a montanha e construiu um vilarejo a 250m de altitude. Lá nasceu Olympos.

O vilarejo fica a cerca de 43km de Pigadia (cidade central da ilha), mas o trajeto é tão pitoresco, cheio de curvas (bem perigosas), ventos, cabras e subidas que o trajeto de carro leva no mínimo 70 minutos.

Por falar em carro, aluguei um que combina com minha roupa: azul 😛
Alugar carro na Grécia é tão simples que fiquei até com medo de ter alguma pegadinha. Mas não tinha, o povo é confiável e confia em você. Simples assim!

Com o trajeto cheio de igrejinhas e capelas, acabei levando uma 1h30 para avistar a bela paisagem de Olympos e descobrir que lá o tempo passa em outro ritmo. Ao som de risadas e simpáticas senhoras fazendo seus tradicionais bordados. O mais curioso é que a maioria delas se chama Maria! Que também é a padroeira da igreja central.

Muita gente me perguntou sobre comunicação na Grécia e se surpreendeu quando contei que muita gente fala inglês, inclusive essas senhorinhas queridas que – não só falam – como fazem piadas com um humor grego que lembra muito o brasileiro e assusta alguns turistas desavisados. A parte mais difícil foi ler placas, que muitas vezes são escritas só em grego. Aí tive que relembrar algumas lições de matemática e física até começar a entender os caracteres. 😛

Esqueci de comentar, mas todas as peças da minha mala para a Grécia foram em tons de azul ou em branco 😛 o que no final se revelou uma boa escolha, já que eles amam tanto as cores da bandeira que a maioria dos carros e casas são nessa paleta também.

Look 028/2016:

• Blusa Forever 21
• Saia Sheinside
• Óculos do brechó Casa de Desapegos
• Choker que eu mesma fiz, colar da infância, presente de família
• Sandália Renner

Ah! Lembra que comentei que queria ver cabras na beira da praia? Vi muitas! Subindo montanhas, atirando pedras em cima dos carros e se reunindo para voltar para casa no final da tarde <3

A Grécia dos meus sonhos existe e é magnífica!

 

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