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mar 8, 2017
Tamy

Como comemorar o Dia Internacional da Mulher

Se você é mulher, provavelmente acordou neste 08 de março com o Whatsapp cheio de mensagens floridas anunciando o quanto você é especial. Seu e-mail  lotou com descontos em comemoração ao seu dia. Tem até uma livraria famosa que está dando 50% de desconto nos livros, mas só nos romances, esotéricos e autoajuda, ok? Se você quiser livros sobre exatas, idiomas e tecnologia, terá que pagar o valor normal, pois está se metendo em território que não lhe pertence.

O Dia Internacional da Mulher nasceu como uma data de luta, há muitas versões da origem histórica mas todas convergem para um ponto: mulheres descontentes com a desigualdade no século 19. Os séculos passaram, a tecnologia avançou, a humanidade evoluiu e o mercado usou o tempo e o esquecimento para tentar converter a data em uma algo comercial: primeiro com bombons e flores, depois sapatos e maquiagem e agora, como estamos “espertinhas”, livros com desconto.

Apesar dos inúmeros esforços em distorcer a data, seu significado permanece. Hoje as mulheres se unem em busca de mais respeito e igualdade. Entendem que não são inimigas e não estão concorrendo entre si, mas lutando juntas em um mundo em que somente o segundo lugar lhes é permitido. O mundo parece diferente porque estamos lutando, nos unindo, nos informando e nos ajudando. Mas segue igual nas imposições e dificuldades.

O machismo clássico se reinventou, não usa mais dos velhos clichês. O novo machista desconstruidão lava a louça, coloca glitter na barba e “ajuda” em casa, mas agride a guria que não quis saber dele no bloquinho, faz comentários para acabar com a autoestima da companheira, fiscaliza os contatos do celular, ridiculariza mulheres por suas ideias e quando encontra uma mina com um discurso mais inteligente que o dele, trata logo de desviar o assunto, tenta mostrar que sabe mais ou joga tudo na vala comum do #mimimi (antes conhecido como “está de TPM” mas o descostruidão sabe que é errado usar essa expressão).

Os mesmos presentes, a mesma homenagem da empresa que só promove homens aos cargos de gerência mas paga manicure na semana da mulher, as mesmas marcas querendo usar a data para vender produtos que tornam a mulher “mais feminina”. O que há de diferente nesse 08/03/2017? Mais e mais mulheres despertam para seus direitos e unidas somos mais fortes!

Comemore esse e os outros dias do ano ! Apóie, ensine algo, compartilhe ideias, indique, contrate, dê carona, caminhe junto, elogie, incentive! Séculos de subordinação fizeram com que muitas de nós esquecer de seu potencial, ajude uma mulher a se lembrar o quanto ela pode conquistar.

– – –

Nesse 08 de Março, participe do movimento mundial International Women’s Strike em sua cidade. No Brasil, a Parada das Mulheres Brasileiras acontece em várias cidades, você encontra mais informações aqui . Vamos juntas!

#NenhumDireitoAMenos
#TodasVivas

#EuParo
#ParadaBrasileiraDeMulheres
#8MBR
#NiUnaMenos
#VivaNosQueremos

ago 12, 2016
Tamy

Pílula anticoncepcional: heroína ou vilã? Como é minha vida sem ela.

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Salvadora da liberdade sexual de muitas mulheres desde os anos 1960, a pílula anticoncepcional foi herdada pelas gerações seguintes como a solução para quem quer decidir quando – e se – quer ou não filhos. Gente como eu, que nasceu nos anos 1980 e 1990, aceitou sem questionar e a adotou como a heroína anti-cólicas, espinhas e ciclos desregulados. Lembro que na escola haviam colegas com 15 anos que já eram adeptas por indicação médica.

A principal vilã combatida pela pílula era a menstruação, aquela maldita que não permitia um belo dia de biquíni na praia sem canga, aqueles ~litros e litros~ de sangue inconveniente tornando a vida tão desagradável, isso sem falar na TPM, na pele oleosa, na retenção de líquidos.

Mas o jogo virou, veio o coletor menstrual, o feminismo, as mina falando que a tal pílula não é tão boa assim. Passamos a falar mais sobre a vagina, com esse nome mesmo, não mais a “perseguida”. A verdade, meu bem, é que passou da hora de rever esse medicamento que ingerimos religiosamente todos os dias como se fosse a coisa certa a se fazer, enquanto fugimos da menstruação como se fosse um equívoco da mãe natureza.

Não sou médica e, mesmo que fosse, não poderia sair por aí dizendo o que você deve ou não fazer com o seu corpo, então não estou recomendando o comportamento A ou B. Mas como mulher quero dividir minha experiência para que você possa saber o que me aconteceu quando parei de a tomar pílula anticoncepcional.

Tudo começou com o coletor menstrual, essa maravilha empoderadora e sustentável que o mercado escondeu de nós por tanto tempo. Comprei o primeiro, usei, amei e antes de esquecer no fogo e derreter o pobrezinho, descobri que menstruação não era algo tão ruim assim. O fluxo não é tudo aquilo que aparenta em absorventes comuns e dá para ser feliz no período menstrual na rua, na chuva, na fazenda e até numa casinha de sapê. Eu fui feliz no trabalho, na piscina, na praia e até em longas viagens de avião. Aquele aperto que passei na Turquia quando precisei de absorvente e não havia em nenhum lugar é página virada.

Afastado o fantasma da menstruação, comecei a perceber algumas coisas na minha saúde. Estou na casa dos 30 e comecei a sentir dor e cansaço nas pernas. A enxaqueca virou companheira e chegava a ficar comigo por 3 dias. Quando comecei a me sentir cansada a ponto de prejudicar a vida, fui a uma endócrino e fiz vários exames. Tudo lindo e maravilhoso com os exames, comigo… não era bem assim.

Vamos anotar o que eu tinha até aqui: dor nas pernas, cansaço, enxaqueca frequente, cólicas e TPM. Também tinha um ciclo menstrual “regular” de 28 dias porque é o que durava minha cartela.

Um belo dia resolvi mudar. Parei de gastar meu rico dinheirinho com pílula e observei o que acontecia. No início senti falta de alguma coisa e até uma certa insegurança, mas esqueci dela rapidinho. Para não me perder muito no ciclo adotei um app, o P Tracker Lite, que com base na última menstruação calcula a ovulação e o próximo ciclo.

Depois de parar com a pílula, levou uns 3 meses até a menstruação ficar regulada e eu aprendi que meu ciclo não é de 28 dias e sim de 30. Foi quando eu descobri o quanto a gente muda durante a ovulação, coisa que não há como saber quando se toma pílula há muitos anos. E é bem legal, recomendo! 😛

Nesse tempo também diminuiu muito o cansaço e as dores nas pernas. Fiquei meses sem exaqueca e consegui descobrir que um dos gatilhos é o excesso de lactose (assunto para outro post). Basicamente eu não tenho crises de enxaqueca sem pílula e sem lactose.

Com o ciclo regulado e conhecedora da minha menstruação graças ao coletor, percebi que o fluxo aumentou um pouco mas não percebi a TPM, porque ela praticamente desapareceu, assim como as cólicas. Em alguns meses eu sinto uma certa ansiedade e vontade de comer uns chocolates a mais, mas isso acontece raramente. Quase não sinto cólicas, só aquele desconforto no primeiro dia.

Minha vida após parar com o anticoncepcional: diminuiu o cansaço, a dor nas pernas, a TPM e as cólicas. A enxaqueca ficou controlada. Descobri como é ovular e que meu ciclo é de 30 dias. Tudo isso só listando os sintomas físicos. Se for citar os psicológicos passarei o dia falando sobre como me sinto mais tranquila.

Não vou falar sobre métodos contraceptivos porque isso é assunto pessoal para tratar com seu médico. Mas pontuo que existem muitos métodos e que pílula sozinha não previne DST. Claro que você já sabe disso afinal nós – garotas super informadas dos anos 80 e 90 – sabemos tudo sobre nossos corpos né?! (contém sarcasmo)

Meu relato termina com o saldo positivo por arar com a pílula. Corpo, mente e conta bancária saíram ganhando. Aprendi ainda mais sobre o meu corpo e queria dividir isso para que você saiba que se livrar dessa companheira de tantos anos pode parecer ruim e até dar um frio na barriga mas – no meu caso – foi libertador.

Os papéis estão se invertendo. A menstruação deixou de ser vilã para voltar a ser a parte natural de nossas vidas. Já a pílula anticoncepcional que por anos nos foi vendida como heroína talvez deva ser tratada como medicamento que é e utilizada apenas com indicação médica para casos onde realmente há necessidade.

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Lembre-se: iniciar ou parar um tratamento com medicamentos (como o anticoncepcional) deve SEMPRE ter o acompanhamento de um médico.

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Deixo alguns links para quem se interessar sobre o assunto (se você tiver sugestões de links, cole nos comentários).

Vítimas de anticoncepcionais

 Médicos apontam ligação entre uso de anticoncepcional e trombose

• Contracepção hormonal e tromboembolismo (sugestão da Dra Luciana Akita)

• Pílula e Libido

Créditos das imagens:
1 – Milk Magazine
2. Handcrafted in Virginia
maio 16, 2016
Tamy

Reflexão: seja você e permita que a outra seja quem ela quiser

“Seu corpo é do tipo maçã, pera, triângulo invertido ou ampulheta? Descubra quais as peças que você usar e quais precisa evitar para parecer magra e alta.”

Quantas vezes você já se deparou com um título como esse por aí e ficou tentando entender de que maneira um ser humano poderia ter um corpo em forma de maçã? Geralmente este tipo de texto vem acompanhado de uma listinha do que cada um deve usar e o que evitar. Alguns recomendam que só use tal peça se for com salto. Falando nele, quem aí já passou horas se equilibrando em um sapato que parece ter sido projetado por um torturador? Sofrimento que lembra a nova moda entre famosas e blogueiras, a arma secreta das Kardashian: cinta modeladora, parecidíssima com a que Maria Antonieta abandonou em 1780 e que meninas querem usar em 2016 para uma silhueta ~perfeita~ .

Amiga, abre o olho! Alguns veículos estão tentando nos convencer que – para ter valor – uma mulher deve ser “bela, recatada e do lar”  e essas pequenas loucuras em nome da beleza muitas vezes são fruto de alguém querendo determinar como você deve ser para se enquadrar no padrão. Só que esse papo furado não cola mais e muita gente já sacou que a mulher pode ser como ela quiser. Bela ou não, recatada ou não, gostando ou detestando as demandas domésticas. 

Repare na etiqueta de sua roupa, ela traz informações sobre a peça: tamanho, composição, fabricante e cuidados. Sabe o que não tem lá? Idade, tipo de corpo que você precisa ter para vestir tal peça e como você deve combinar. Porque, amiga leitora, embora tenha muita gente tentando lhe convencer do contrário, você é LIVRE para usar as peças que mais gostar, independente da sua idade, corpo, ocasião ou combinação.

Iris Apfel tem 94 anos e esbanja estilo

Claro que existe um dress code mais adequado para algumas situações como trabalho, eventos e etc. Mas sua imagem é uma maneira de comunicar quem você é para o mundo, e quem melhor que você para definir isso?

A moda caminha para a liberdade no vestir e no expressar. Você ficou sabendo do protesto de atrizes que desfilaram descalças no tapete vermelho em Cannes? Elas fizeram isso em defesa de mulheres que foram impedidas de entrar por não usar salto alto (entre elas, uma amputada!). Soube da polêmica história da garçonete que viu os pés sangrarem pois tinha que usar salto durante o expediente? Obrigar alguém a usar salto, independente da ocasião, é no mínimo um absurdo e nenhum dress code vai me convencer do contrário.

Ninguém deveria sair por aí se sentindo desconfortável e tem muita gente na indústria da moda que já notou isso. Percebeu que vai perder mercado se continuar produzindo para pessoas magras, da faixa etária X e que se enquadram em um determinado padrão. Nós não somos produzidas em série para seguirmos um padrão!

Ju Romano, um banho de autoestima e um exemplo para quem acha que plus size tem que usar manga morcego

Magá Moura, magavilhosa <3 adora usar tênis.

Hoje mulheres podem simplesmente vestir algo confortável, solto, sem sutiã, sem salto, sem cintura marcada e sair por aí bem pimponas. Nem todo mundo fica satisfeito e as críticas são tristes de se ler, mas se você tiver estômago, basta procurar os comentários em postagens com looks fora do usual.

Calma! Isso não significa que alguma feminista malvada quer queimar seu sutiã ou abolir vestidos com babados e cintura marcada. Ela só quer que você vista aquilo que te faz feliz e isso pode ser um vestido de princesa ou um moletom.

Chiara Ferragni é loura, alta e magra, mesmo assim o povo implica porque ela não usa sutiã, tem seios pequenos e é magra demais.

Amal Clooney viajou com look confortável, mas de acordo com os comentários ela é linda e precisa usar roupas que “valorizem” o corpo. Qual o valor que ela perdeu usando essa roupa?

Irmãs Olsen: tão jovens, com corpos “perfeitos”. Por que se vestem assim?
Porque elas querem! Elas se sentem bonitas e felizes assim. Respeita as mina! 😉

Não seria maravilhoso se vestir do jeito que gosta sem se deparar com olhares de reprovação? Taí algo que todo mundo quer.

Então não permita que alguém determine o tipo de roupa que você vai usar, sua depilação ou sua aparência. Faça as pazes com seu corpo, afinal, ele é o único que estará com você sempre.

Não há nada errado em querer ressaltar pontos fortes e esconder algo que não agrada. Só não caia na cilada de achar que uma revista, um blog ou alguma pessoa pode lhe impedir de usar aquela peça que você adora mas não é indicada para com seu “corpo maçã”.

Leandra Medine, mais conhecida como Man Repeller. Mas ela não se veste para agradar os homens e sim a si mesma. Quem você pretende agradar quando se veste?

E já que concordamos que deve ser ótimo viver sem olhares de reprovação, que tal parar de julgar a colega que não se veste do jeito que você acha adequado ou faz algo que te escandaliza?
Afinal, o que determina nosso valor como pessoas não é o que está por fora, né?!

Seja você e permita que a outra seja quem ela quiser. 😉

mar 8, 2016
Tamy

No Dia da Mulher, dispenso os parabéns e as flores

Oito de março, dia de caixa de e-mails recheada com mensagens piegas em fundos floridos. De receber “descontos especiais” e dicas para ficar mais bonita. Dia de receber flores, bombons e parabéns. Dia em que os homens exaltam o quanto amam suas mães e suas belas esposas, enquanto postam nas redes sociais alguma frase ou música sobre mulheres, dizendo nas entrelinhas “continuem assim… bonitas, educadas e submissas“.

Dispenso os parabéns e as flores. Quer me homenagear no Dia da Mulher?

• Pague salários iguais ao homem e a mulher pela mesma função. É humilhante descobrir que você ganha menos porque tem um X ao invés de um Y;

• Entenda que minha roupa não é um convite para transar e que se se você não gostou do visual, basta olhar em outra direção;

• Saiba que a casa não é autolimpante, que as roupas não voam sozinhas para a lavanderia, que as coisas só estão no lugar certo porque alguém colocou. Que apesar de nenhum comercial de produto de limpeza trazer homens como protagonistas, as mãos não caem se um macho limpar a privada;

• Não me chame xingue ou grite o famoso “só podia ser mulher” enquanto eu paro para um pedestre atravessar a rua ou quando tento evitar uma manobra perigosa;

• Evite simplificar e reduzir os comportamentos que lhe desagradam a mimimi, TPM, coisa de feminazi ou “precisa de um macho“;

• Quando uma mulher alcançar um cargo melhor que o seu, avalie a competência, ao invés de espalhar por aí que ela tem um caso com o chefe.

Aposto que cada leitora deste blog poderia incluir mais uma forma de ser homenageada na lista acima. Porque cada uma de nós, em algum momento, já se sentiu humilhada ou diminuída por ser mulher. Flores ou bombons não mudam isso.

No Brasil, uma mulher é espancada a cada 5 minutos e são necessárias cotas para garantir candidatura em eleições. Temos dificuldade em conseguir empregos ou promoções porque podemos ficar grávidas. Somos assediadas no trabalho e permanecemos caladas para garantir que as contas sejam pagas com dignidade. No final do expediente temos medo de voltar pra casa, de atravessar um parque, mesmo à luz do dia. Quando finalmente chegam as férias, não podemos viajar ~sozinhas~. Depois de enfrentar essa luta diária, sangrar todo mês é fácil.

Não precisamos de flores e descontos, precisamos de igualdade, para que possamos trabalhar e comprar nossos próprios bombons. Temos urgência em sermos tratadas como seres humanos com inteligência, sentimentos, desejos e sonhos.

Dispenso os parabéns, quero igualdade e respeito.

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Publicado originalmente em 08/03/2013. Atualizado 08/03/2016.

dez 1, 2015
Tamy

Manifesto feminista na revista ELLE

Dezembro chegou e relendo o texto sobre feminismo que publiquei em março, fiquei feliz em ver que tantas coisas aconteceram em 2015. Teve redação do Enem com violência contra a mulher como tema, teve Chega de Fiu Fiu, teve Vamos juntas?, teve hashtag #primeiroassédio e #meuamigosecreto, teve empoderamento e teve muito empreendedorismo feminino.

Estou trabalhado com empresas geridas por mulheres e é um alívio não escutar piadas sobre “mulherzinha”, ter uma cólica compreendida e não sofrer assédio.

Falando em assédio, #meuamigosecreto aproveitou uma reunião de briefing para colocar a mão na minha coxa e explicar como ele tinha muitos imóveis e cabeças de gado e além disso se sentia sozinho.

Daí a importância de uma revista feminina com o apelo da Elle lançar uma edição como essa:

A edição de dezembro vem com quatro versões de capa e com o feminismo como tema. A publicação traz um manifesto assinado por algumas das frentes mais representativas do movimento feminista atual: Clara Averbuck, Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política, Sofia Soter, editora da revista Capitolina, Helena Dias, editora da revista Azmina, Juliana de Faria, do Think Olga e o coletivo Blogueiras Negras. Juntas, elas assinam um documento que resume as principais reivindicações das mulheres, mostrando quanto se está distante de conquistas fundamentais.

Por que isso é importante? Porque a Elle é uma publicação que trata de moda e beleza, mas reconhece que mulheres vão muito além disso. Que a beleza não se limita a estereótipos que tentam nos forçar a aceitar. Quem aí lembra da capa com Ju Romano sem Photoshop e belíssima na edição de 27 anos?

Ainda há muita caminhada pela frente. Muita luta. Muito mimimi e algumas máscaras caindo (alô Jô Soares). Mas todo caminho tem um primeiro passo e a busca pela igualdade só vai terminar quando finalmente reconhecermos que somos todos iguais.

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