Eu fui: Los Hermanos – 15 anos
Como esses quinze anos passaram rápido! Mas foi ótimo ver Los Hermanos voltando aos palcos para comemorar o aniversário da banda com casa lotada e muita empolgação. O público de cerca de 7 mil pessoas encheu o Pepsi on the Stage no último sábado de forma tranquila, sem os atropelos e filas imensas dos shows internacionais. Eram em sua maioria mulheres com seus 25-30 anos e homens barbudos
Os gaúchos são tão fãs dos hermanos que os ingressos para esse primeiro show esgotaram em dias e foi preciso um segundo show no domingo, para matar a saudade de tantas pessoas que esperavam ansiosas esse retorno aos palcos.
Com um setlist variado que contemplou músicas dos 4 discos, a noite começou com a plateia cantando e pulando com “O vencedor”, seguiu com “Retrato pra Iaiá”, passando por “Todo carnaval tem seu fim” com direito a confete e serpentina. Um animado carnaval sabor dor de cotovelo – tema frequente das letras da banda – com pitadas de rock, ska, samba, mpb, hardcore e jazz, que tornam o som dos hermanos único, atual e inconfundível.
O palco ganhou projeções de paisagens do Rio em algumas canções, em outras, câmeras mostravam um super close do rosto dos guris. Amarante aproveitou a deixa para fazer caretas e animar o público com seus habituais gracejos que o acompanham também em seu projeto paralelo, a Little Joy (que eu amo).
Enquanto a banda tropeçou em alguns trechos, os metais seguiram impecáveis e deram um tempero especial ao show. Que teve direto até a uma música nova na voz de Amarante “Um milhão”.
O bis abriu com uma ótima surpresa! Um cover de “Nunca diga” da Graforréia Xilarmônica, uma banda gaúcha “das antiga” muito popular em Porto Alegre.
A grande interrogação que rolou no twitter antes e durante o show foi “eles vão tocar Anna Júlia?” já que depois do sucesso estrondoso, a música cansou até os próprios hermanos. Mas a resposta é sim! A noite encerrou com “Tenha dó”, “Anna Júlia”, “Quem sabe” e “Pierrot”.
Um show delicioso com gostinho de adolescência, foi ótimo relembrar as canções e constatar ao vivo que esses barbudos tem gás e talento para comemorar muitos e muitos aniversários.
Setlist – Los Hermanos em Porto Alegre 12/05/2012
1. O vencedor
2. Retrato pra Iaiá
3. Todo carnaval tem seu fim
4. Além do que se vê
5. O vento
6. Primeiro andar
7. Morena
8. Um par
9. Do sétimo andar
10. Azedume
11. Descoberta
12. Sentimental
13. A flor
14. Cara estranho
15. Condicional
16. Deixa o verão
17. De onde vem a calma
18. A outra
19. Um milhão
20. Casa pré-fabricada
21. O velho e o moço
22. Conversa de botas batidas
23. Último romance
BIS
24. Nunca Diga (Graforréia)
25. Tenha dó
26. Anna Júlia
27. Quem sabe
28. Pierrot
• • • Se você quiser ver os vídeos do cover, da música nova ou escutar o setlist na íntegra, recomendo esse link.
Fotos: 1. Diego Vara/Agência RBS 2. Ipanema FM 3. Reprodução Facebook
Eu fui: Bob Dylan
Que diria que um dia eu poderia ver Bob Dylan ao vivo? Prestes a completar 71 anos, Dylan trouxe a Porto Alegre um show diferente daquilo que as grandes figuras de sua época costumam fazer. Sem telões e aparatos tecnológicos, o palco parecia iluminado à luz de velas, dando clima intimisma e misterioso à apresentação. Em um cantinho, discretamente colocada sobre uma caixa acústica, estava a réplica da estatueta do Oscar que Dylan ganhou em 2001 pela canção Things Have Changed do filme “Garotos Incríveis”.
Nada de fotógrafos, de coraçõezinhos com as mãos ou de frases ensaiadas em português… Bob Dylan é assim mesmo, nós sabemos! Os ingressos esgotaram em 2 dias após o início das vendas e ninguém ali esperava por um show de hits.
Com a maioria dos arranjos diferentes dos originais, o show me surpreendeu com uma pegada blues (a-m-o) que passou longe do folk acústico. A banda é ótima e os solos de harmônica de Dylan enlouqueceram a plateia que gritava, empolgando o moço que – ao contrário de outros shows da turnê brasileira – mostrou simpatia, distribuiu sorrisos, dançava e por vezes interagia rapidamente. Em Like a Rolling Stone, Dylan deixou que a plateia cantasse boa parte da música, um dos pontos altos da apresentação. No final tivemos direito à um inédito “thank u guys” com o ele e a banda se curvando diante do público que pedia bis.
As luzes se apagaram e o suspense imperou por alguns instantes que pareciam não terminar nunca. Todos queriam o encerramento com Blowin’in the Wind, mas sabiam que o pessoal de SP ficou sem bis. Alguns foram embora e perderam o final emocionante com um novo arranjo da canção, com direito a violinos e muita empolgação.
Sem dúvida um show diferente, único. Assim como Dylan.
Setlist – Bob Dylan em Porto Alegre 24/04/2012
1. Leopard-Skin Pill-Box Hat
2. It’s All Over Now, Baby Blue
3. Things Have Changed
4. Tangled Up In Blue
5. Beyond Here Lies Nothin’
6. Simple Twist Of Fate
7. John Brown
8. Summer Days
9. Desolation Row
10. Blind Willie McTell
11. Highway 61 Revisited
12. Love Sick
13. Thunder On The Mountain
14. Ballad Of A Thin Man
15. Like A Rolling Stone
16. All Along The Watchtower
(bis)
17. Blowin’ In The Wind
E pra encerrar deixo vocês com Things have Changed, a música que rendeu o Oscar
Foto: Zero Hora/RBS
Eu fui: Roger Waters – The Wall
Segunda-feira é dia de começar a dieta, de fazer listas pra organizar tudo… e também é dia de retomar coisas que deixamos para trás ao longo do caminho.
Em 2010 eu abri uma tag que se chamava “Eu Fui” e contava um pouco dos shows que assisti. Como na época meu blog era voltado principalmente a uma marca da sapatos, fui criticada e acabei desistindo. Mas agora o De Repente está em uma nova fase e resolvi voltar com o “Eu Fui”.
Então hoje vamos falar da turnê brasileira de Roger Waters – The Wall, que teve início ontem em Porto Alegre e passará por São Paulo e Rio de Janeiro. Interessou? Então vem gente! (pode conter spoillers mas não revela os momentos mais legais do show
)
Eu fui: Paul McCartney em Porto Alegre
Com a confirmação da produtora de que Paul McCartney voltará ao Brasil em maio para um show no Rio de Janeiro, achei justo fazer o tão esperado “Eu Fui” do show. Aliás, a venda de ingressos inicia hoje a meia noite. Então se joga!
Vou começar com uma frase radical: minha vida pode ser dividida em antes e depois do show de Paul McCartney, quem resistir até o final desse texto vai entender do que eu estou falando. Também quero esclarecer que me nego a chamá-lo de “ex-beatle”, para mim ele sempre será um beatle tanto quanto Lennon, George e Ringo.
O show de Porto Alegre foi o primeiro do tour na América do Sul e embora eu já tivesse assistido trechos na internet, estava curiosa sobre o beatle. Ele não é meu favorito e nunca simpatizei com ele nos filmes e documentários. Mesmo assim sempre admirei sua carreira solo e gostei de suas composições na época dos Beatles, então é claro que eu não perderia essa oportunidade.
Quer ver a história completa? Então vem comigo!
Eu fui: Nando Reis e o Bailão do Ruivão
foto Everton Lucas - Bem na Foto
Já virou tradição, todos os anos o Bar Opinião inaugura sua nova temporada renovando o visual e o show de abertura é Nando Reis. Eu gosto tanto do cantor que já perdi as contas de quantos shows eu fui, mas foram muitos. Longos, curtos, muchoooo locos, recatados. Mas para mim Nando Reis no Opinião é clássico, lá ele gravou seu DVD em 2004 com a famosa participação dos Hare Krishna. Aliás, ele tem um caso de amor com Porto Alegre, tem um filho gaúcho e costuma esticar suas performances nos bares mais alternativos. Juliano foi a um show no Cine Teatro Ypiranga que durou mais de 3 horas e ele tocou pelado… sim, pelado! Mas não foi o caso da última quarta-feira dia 16/03.
O Bar Opinião reabriu suas portas renovado. Com o patrocínio da Cerveja Sandy Devassa, o lugar ganhou quadros iluminados com led de figuras como Bob Dylan, Stones, Beatles entre outros. Para os fumantes o espaço ao ar livre ficou ótimo, super convidativo. E o melhor de tudo: o ar condicionado FUNCIONA! (já desmaiei lá duas vezes por causa do calor).
Mas vamos ao que interessa, este show faz parte da turnê “Bailão do Ruivão”, onde o ruivo dedica boa parte do setlist à músicas que ele adora e costumava tocar no bis. O que posso dizer? É um show para se assistir de coração aberto pois nem sempre é fácil escutar seu ídolo cantando Calcinha Preta e Wando. O palco ganhou vários globos espelhados que fazem a festa de quem gosta desse ar discoteca (eu amei, quero um na minha casa!).
Nando Reis subiu ao palco depois da meia noite, com quase 2 horas de atraso e isso em uma quarta-feira pós Carnaval significa muito, afinal o povo trabalha na quinta não é? Ele abre o show com o clássico Venus e em seguida mescla com músicas clássicas de seus shows como Sou Dela. O repertório inclui covers de “Could You Be Loved” (The Wailers), tocada na gravação do DVD ao lado do filho Theodoro; “Chorando se Foi”, do Kaoma, “Frevo Mulher” (Zé Ramalho), “Lindo Balão Azul” (Guilherme Arantes), “Whisky a Go Go” (Roupa Nova), “Fogo e Paixão” (Wando) e “My Pledge of Love” (Joe Stafford).
O ponto alto dos shows – ao menos em Porto Alegre – é sempre a música All Star, dedicada à Cássia Eller. E dessa vez não foi diferente, All Star assim como Fogo e Paixão foram cantadas em coro pelo público que lotou o Opinião. Aliás, Nando contou que está fazendo um disco em homenagem à cantora! Outro detalhe que eu adorei foi o Tim Maia, um dos meus cantores brasileiros favoritos.
Confesso que não fiquei até o final. Já era quase 2h da manhã e eu tive uma semana muito difícil. Com uma dorzinha no coração deixei o ruivo lá cantando e voltei para casa. Não achei esse um dos melhores shows e apesar de ser divertido ver Nando Reis coverizando algumas músicas no bis, um show inteiro com elas fica um pouco cansativo. Em uma escala de 0 a 10 eu daria um 8.
Fico devendo o setlist por enquanto pois não fiquei até o final, mas assim que tiver atualizo aqui.
Alguém aí curte Nando Reis? Foi ao Bailão do Ruivão? O que achou?
- -
Próximo Eu Fui será Paul McCartney em Porto Alegre, atendendo a pedidos e preparando o pessoal do Rio para a volta do Beatle ao Brasil. Aliás, acho que vou fazer uma vaquinha no blog para ir ao Rio ver Paul novamente, se cada uma der R$0,50 e…. #NOT

















