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jun 23, 2010
Tamy

De repente 30 – Lango lango, menina flor, pula pirata… pense bem!

Impossível falar dos anos da infância sem relembrar os brinquedos. Haviam os clássicos como o Pogobol, a Barbie, o Jogo da Vida, o Banco Imobiliário e a Mola Maluca! Haviam também os que marcaram a infância de alguns e deixaram os outros só na vontade. Hoje vou falar pra vocês sobre alguns brinquedos da minha infância e alguns usos “alternativos” que eu fazia deles.

Para as românticas, a “Menina Flor” era um clássico! A bonequinha ficava escondida dentro de um vasinho de flor! Haviam várias cores e a minha obviamente era rosa!

O mais bacana da Menina Flor era usar o vasinho para esconder coisas do irmão mais novo! Doces, moedas e tudo mais que ele gostava de surrupiar quando eu estava na escola era guardado dentro da bonequinha! Excelente esconderijo!

Não entendi direito quando ganhei um “Meu Pequeno Pônei” de presente! Eu queria uma boneca, não um cavalinho… eu nem gostava de cavalinhos!

Depois conheci o desenho e simpatizei com o tal pôneizinho, mas confesso que eu usava ele como “cachorro” da Barbie. Afinal, minha Barbie morava num chalé e tinha um jipe… não fazia sentido ela ter um cavalinho!

O “Pula Pirata” é outro clássico dos anos 80/90, mas quem de fato queria muito ter um brinquedo desses? Eu e meu irmão não queríamos, preferíamos um Pogobol, mas algum adulto resolveu que ele seria perigoso e a gente se machucaria. Resultado? Ganhamos um Pula Pirata.

O jogo era simples, o pirata ficava dentro do barril e haviam umas espadas de plástico que deveriam ser espetadas ali até que o bonequinho saltasse.

Como eu e o Rubinho (meu irmão) não achamos a menor graça naquilo, descobrimos o mecanismo de fazer o pirata pular… e usávamos para atirar o bonequinho um no outro.

O “Lango Lango” certamente é um daqueles brinquedos que foram criados para o mau.

Para quem não conheceu, ele era uma espécie de fantoche com o mecanismo interno que fazia o boneco dar socos. Na teoria ele devia ser usado para dar socos em outro Lango Lango… mas oi? Quem tinha um? No fim das contas, todo mundo acabava usando o Lango Lango para bater nos irmãos, não machucava nem doía… era só para importunar mesmo (em tempo: o Pula Pirata doía bastante).

Desejo de 9 entre 10 crianças da época, o “Pense Bem” era caríssimo. Funcionava como uma espécie de computador que sugeria perguntas e a criança deveria respondê-las usando o teclado.

Julgando com o olhar de 2010, parece um brinquedo completamente idiota, mas temos que situá-lo em uma época onde não existiam computadores, celulares e o video game estava começaaaando a aparecer.

Eu nunca tive um Pense Bem, meus pais não me dariam um brinquedo tão caro pois sabiam que eu sempre acabava achando um uso alternativo. Mas ah! Como eu queria ter um!

Quais os brinquedos que marcaram sua infância? Você também fazia usos alternativos?

jun 15, 2010
Tamy

De repente 30 – Malhação

É, parece que foi ontem, mas Malhação já tem 15 anos! Acho muito engraçado quando a minha sobrinha de 8 anos se acha super moderna com as músicas de uma série que eu assistia quando tinha 12!

Em uma época onde as novelas já não encantavam tanto e já éramos “velhos” para ver desenhos (não no meu caso pois eu assistia Cavaleiros do Zodíaco), a Rede Globo resolveu lançar uma série nos moldes do saudoso Barrados no Baile e do Confissões de Adolescente. Como precisava ter cara de coisa brasileira, eles ambientaram o seriado em uma academia, daí vem o nome “Malhação”. A maioria dos adolescentes de hoje nem se dá conta de que o nome não faz o menor sentido no formato atual.

Como eu adorava Malhação! Lembro bem que a minha aula acabava 17h15 e eu corria o máximo que podia para chegar em casa e assistir ao programa que começava às 17h30.

Foi lá que escutei Cássia Eller pela primeira vez… era música tema da personagem Luiza (Fernanda Rodrigues) que era apaixonada pelo professor Dado e seu jargão “Bonito isso né? Eu li num livro!“, naquela época Cláudio Heinrich era o sonho de consumo de 9 entre 10 adolescentes.

Tinha também o Mocotó (André Marques) que pelo visto tomou tanta bomba que acabou gordinho! E o Bruno de Lucca que de tanto comer sanduíche também ficou fofinho.

Aliás, o Bruno apresenta um programa no Multishow chamado “Vai pra onde?” que é bem interessante em quem quer aproveitar as viagens pra conhecer lugares legais sem pagar muito. Ah, e eu cortei o Bróduei da foto dele e depois me arrependi hehe.

E o inesquecível Héricles – Danton Mello – que era virgem, veio do interior e pagava de bom moço. Se de cada 10 meninas, 9 amavam o Dado… essa 1 que sobrava amava o Héricles.

Tinha também o Léo que namorava a Tainá, a Bella que era o amor do Héricles… A Magali que era ninfomaníaca e queria tirar a virgindade do bom moço, o Romão que era chato pacas e a Juli que era irmã do Dado.

Aliás, acho (posso estar enganada por eu morava no interiooooor) que a Malhação é que popularizou as academias no Brasil. Antes disso quase não escutava falar de musculação, dança e artes marciais em um mesmo lugar.

E vocês? Gostavam de Malhação?

maio 27, 2010
Tamy

De repente 30 – tamagotchi

Confesso que eu já não era assim tão novinha quando surgiu a febre dos tamagotchis. Tinha lá meus 13 ou 14 anos (1996?), mas como eu usava aparelho e era nerd, mais essa “esquisitisse” não ía estragar minha reputação.

E foi assim que eu esqueci irmão, pai, mãe, cachorro, amigos… só pensava mesmo era em dar comida, brincar e cuidar do meu bichinho de estimação. Tenho uma tendência a me apegar e viciar nas coisas mais banais e depois levo tempo pra desapegar. Farmville e MafiaWars são ótimos exemplos.

Mas voltando ao meu amigo virtual, eu ganhei ele um pouco antes de todos os meus colegas, porque eu morava em uma mini-micro-cidade do interior mas minha família é de Curitiba e eu ganhava as “novidades da capital”. Pude aproveitar pra dar comida e levá-lo ao banheiro em plena aula de matemática pois os professores ainda não sabiam do que se tratatava.

Eu disse ainda, porque logo os bichinhos virtuais viraram febre e de nerd eu me tornei hype! Meninos e meninas brincavam com seus tamagotchis em plena aula até a diretoria descobrir o que era aquilo e proibirem.

A essa altura meu tamagotchi já tinha morrido 3x e não funcionava mais. E eu já entrava na febre dos mangás e animes, mas esses levaram mais tempo pra se popularizarem. Isso… é outra história.

E vocês? Tiveram bichinhos virtuais? Eles tinham nome? Qual sua mania nerd?

maio 18, 2010
Tamy

De repente 30! – Tandy pump

O sabor morango marcou minha infância… papel de carta com cheiro de morango, Bubaloo morango e o tão aclamado Quik sabor morango.

A história era sempre a mesma: lá estava eu assistindo meus desenhos favoritos e daqui a pouco o coelho vinha convidar as crianças para uma aventura em um mundo de guloseimas. Lá, o rio era rosa e tinha sabor de morango! Quer coisa melhor que navegar em um rio sabor morango? Só mesmo tomar Quik sabor morango! E aí vinha a musiquinha “Quik, Quik… faz do leite uma alegria!“.

Eu sempre ficava tocada com o comercial e quando ía ao supermercado com a minha mãe, adivinha o que eu pedia para ela comprar?

Mas a grande questão é que eu ODIAVA o Quik morango e só me lembrava quando minha mãe preparava o primeiro copo! Depois disso, a lata do coelho feliz ficava esquecida no armário e eu levava sermão sempre que a mãe olhava pra ela. Até que a tal lata era doada pra alguém. Meses depois eu me esquecia que detestava Quik e o processo se repetia.

Toda essa história é pra relembrar o gel dental Tandy! Também tinha sabor de morango e coelhos felizes. Mas além disso tinha sabor de uva e tutti frutti, com esquilos e ratinhos contentes.

A inesquecível embalagem pump me causou tantos problemas quanto o Quik, mas dessa vez a questão era com o meu pai. Ele me obrigava a escovar os dentes muitas vezes ao dia e eu argumentava que só faria isso se tivesse uma embalagem pump (fácil de usar!) de Tandy.

Novamente fui traída pela ilusão de morango! E o tal gel era ainda pior que o Quik! Socorro! E meu pai não era bonzinho como a minha mãe. Ele fazia eu e meu irmão usarmos até a última gota do creme horroroso! Só de lembrar fico enjoada.

Um dia desses, passeando pelo supermercado, adivinha o que eu encontrei? Tandy! Mas agora ele tem um apelo bem menor que na minha época. Ou eu que sou grande demais pra ele!

O que importa é que – dessa vez – não caí na armadilha do morango!

maio 13, 2010
Tamy

De repente 30 – Caneta de 10 cores

Um dia você acorda de manhã e se dá conta que está com quase 30 anos. Mas como? Se você se sente tão jovem ainda (e isso te faz lembrar daquela musiquinha do Chaves “se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda… amanhã velho será, velho será, velho será”), se você lembra com detalhes a sua infância, se gosta de desenhos animados e video game?

Aí você lembra de quando você tinha seus 8 ou 9 anos e sua mãe tinha 30… e ela era “velha” porque afinal… ela é mãe e, mãe é sinônimo de adulto. E adulto é sinônimo de responsabilidade e seriedade, coisas que só se tem quando se é velho, certo?

Meu raciocínio infantil estava errado, assim como tantas outras conclusões que eu tirava quando era pequena. Apesar de nunca encontramos tempo pra nada, vocês já observaram que ele passa mais devagar hoje do que passava antigamente? Na época de nossos avós, as meninas casavam com 16/17 anos e aos 30 já eram velhas e cheias de filhos. Já com nossos pais era diferente, eles casaram aos vinte e poucos e aos 40/50 ainda estavam em bom estado de conservação.

E nós? O que será de nós? Aos 30 a maioria ainda não se casou, teremos filhos próximo dos 40… quando ficaremos “velhas“?

Toda essa filosofada é pra inaugurar a nova seção do blog: De repente 30, que é um espaço para compartilharmos nossas lembranças de tempos atrás e que estão tão frescas na memória que parece ter sido na semana passada.

Para inaugurar a seção De repente 30, a tão aclamada caneta de 10 cores! Quem não teve uma? O mais legal da caneta de 10 cores é só umas 5 ou 6 funcionavam!

Mais legal ainda é que eu – peste que sempre fui  – ganhei uma tempos depois de todo mundo. E resolvi usar minha caneta pra fazer uma prova! Que cor eu escolhi? AMARELO!

Quem teve uma caneta de dez cores sabe que o amarelo era praticamente transparente. A professora ficou indignada e por minha causa o uso da tal caneta em provas foi proibida no colégio.

Isso sem contar a vez que eu resolvi desmontar pra ver como era por dentro. E assim o fiz! Não com a minha caneta, claro… mas com a de uma amiga. Quando abri, voaram molas e cargas de tinta pra todo lado e minha amiga ficou de mal comigo por uns dias.

Ah… a infância!

—-

Em tempo, eu tenho 27… mas “de repente 27” não soaria tão bem quanto 30. Minha outra sugestão de nome seria “memórias de uma balzaca” mas não quero ofender ninguém com meu humor peculiar.

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