Browsing articles in "De repente 30"
abr 30, 2013
Tamy

De repente 30 – como era a internet no Brasil nos anos 90

30 de abril de 2013 é a data oficial da morte do MSN Messenger. Não uso o programa há um bom tempo e provavelmente vocês também não, mas ele fez parte da minha história e percebi que o MSN é um dos últimos vínculos com a internet da forma que eu conheci há cerca de 15 anos. E o De Repente 30 de hoje é para falar sobre a rede que mudou minha vida.

Pai! Compra a revistinha tal ou o jornal desse final de semana porque vem com um CD-Rom que traz o discador do Universo On-Line. “

Discador? Você lembra dele? Então provavelmente você lembra desse som e o quanto a gente torcia para que ele chegasse até o fim com uma bela conexão 56,6 kbps :)

Conseguir completar uma conexão era uma vitória e seguir navegando, sem ela cair, era praticamente um milagre. Na década de 90 era normal uma página levar 5 ou 10 minutos para carregar.

O horário em que mais pessoas apareciam na internet era depois da meia-noite para pagar só um pulso, pois na época a internet era cobrada como uma ligação de telefone fixo. Ou pior, no meu caso era cobrada uma ligação interurbana, pois eu morava no interior e minha cidade não tinha conexão. o.O

Outra prática bem comum era conectar à meia-noite de sexta para sábado e desligar apenas no final do domingo, já que no final de semana o pulso era único e os adolescentes nerds trocavam a vida social por uma conexão. Na época ser nerd não era motivo de orgulho, mas quem se importava quando era possível falar com pessoas do mundo inteiro mesmo morando em um lugar onde as criavam cavalos no centro da cidade?

Consegui conectar! E agora?

Não havia muito o que acessar se compararmos aos conteúdos que temos atualmente. Em um mundo onde não existia Google, o Cadê? era o oráculo do jovem nerd. A busca do Yahoo! já funcionava, mas os resultados retornavam em inglês, então ela não era tão legal.

Wikipedia?
Facebook?
Twitter?
Gmail?
Esqueça! Nada disso havia nascido e mesmo assim era muito divertido!

Você poderia abrir um e-mail grátis no BOL se quisesse, afinal “todo brasileiro tem direito a um e-mail grátis” (Bol foi meu primeiro e-mail <3 ) ou fazer uma Home Page Grátis no HPG. Eu tinha uma sobre as Spice Girls. :D

Até hoje não acredito que conseguia passar hoooooras na frente do Mirc com essa interface ~super~ convidativa. Havia também o chat UOL, que ensinou como deixar alguém conversando com o grilo (cri cri, cri cri) em uma sala com 300 pessoas falando ao mesmo tempo.

Mais tarde veio o ICQ, Yahoo Messenger, Aol Messenger e finalmente nosso falecido homenageado de hoje: MSN Messenger. O MSN surgiu por volta de 2001 e era bem mais divertido que o ICQ, ele servia para várias coisas. Dava para fazer o trabalho em grupo sem precisar sair de casa, para fofocar com as amigas, jogar conversar fora com os amigos e puxar papo com aqueeele gatinho de uma forma despretensiosa :P

Falando em gatinhos, quando o Orkut surgiu em 2004 (e na época só entrava quem era convidado), o MSN ficou ainda mais útil. Pois você conhecia as pessoas e conversava . Era perfeito!
Foi assim que a jovem nerd que vos fala arrumou um marido! :P \o/
Eu tinha namorados da vida real, mas os da internet eram mais parecidos comigo. Aliás, vocês não acham algumas amigas da internet muito mais parecidas com vocês do que algumas da vida real?

Eu acho! E foi assim que eu abri o blog. Mas isso é história para outro post :)

Antes de encerrar quero apresentar um site muito legal, o Archive.org ! Ele é um arquivo da internet e tem registros antigos de vários sites. Olha como era o UOL (que na época era um dos mais famosos do país) e o Google.

A Microsoft fez um vídeo muito legal sobre a internet com grandes ícones da infância de quem cresceu com a web. Apesar do vídeo lindo, o IE continua não me convencendo. Sempre fui fã do Netscape :P

dez 19, 2012
Tamy

De repente 30: sonhos e decepções de Natal nos anos 90

Final de ano sempre traz lembranças da infância: o frio na barriga ao receber as notas e entrar de férias na escola, a saudade das amigas e do menino bonito que só voltaríamos a ver depois do Carnaval e a expectativa em torno dos presentes de Natal.

Os anos 90 eram uma época bem diferente – ao menos no meu ponto de vista – não havia internet e a gente ficava sabendo dos brinquedos pelos gibis, TV ou pelos amigos. Haviam poucas lojas, então nem sempre era fácil encontrar algo. Ganhava-se pouco dinheiro e a tal inflação (eu morria de medo dela) fazia as coisas mudarem de preço rapidamente. Lembro que meus pais tinham estoque de latas de óleo em casa, era preciso uma pilha de notas para comprar pão e o preço dos doces que eu gostava mudava toda semana.

Sonhos de Natal

Na minha família não havia chance de sair para escolher o presente. A gente dava pistas do que desejava ganhar, estudava, obedecia e torcia muito para que o pacote embaixo da árvore tivesse um dos brinquedos mais desejados da época.

1. Casa da Barbie – sonho de boa parte das meninas da época, a casa tinha 3 andares, escadaria e balanço com toldo. Custava caro, muito caro. Conheci apenas duas meninas que tinham a casinha: Maria Joaquina do Carossel (~conheci~) e uma colega que era herdeira de uma das maiores redes de lojas do estado.

Eu sabia que nunca ganharia a casa da Barbie e que os móveis dela ficariam para sempre dentro de uma caixa de papelão. Mas se ao menos a caixa de papelão estivesse dentro de uma casa como essa *__*

2. Pense Bem – ter um Pense Bem era como ser criança e ganhar um iPad hoje em dia. Ele era incrível, fazia perguntas e parecia um computador. Ao menos a gente achava que parecia, levando em consideração o que via nos filmes.  Hoje acho mais parecido com uma calculadora de teclas coloridas :P

3. Meu Primeiro Gradiente – imagine uma criança ter seu próprio “aparelho de som” em cores lindas, poder gravar e escutar músicas e carregar seu brinquedo som para a escola e a casa dos amigos. Era demais! Principalmente se você considerar um mundo onde não havia MP3 e para se ter “aquela música” era preciso comprar o disco ou gravar do rádio. Eu ganhei uma fita onde gravava minhas músicas favoritas, ficava um tempão na frente do rádio esperando elas tocarem! Triste era quando eu acabava gravando por cima de outra música sem querer :(

Quem nasceu na época do CD talvez não conheça, mas a gente usava uma fita K7 para gravar. Era era como esta aí de baixo, dava pra gravar dos dois lados e regravar quantas vezes quiser. Algumas vezes a fita ficava toda embolada e era preciso usar um lápis para girar e colocar tudo no lugar :D

 

4. Pogobol, skate e patins – ao receber o pedido de um destes brinquedos, toda mãe/tia/dinda alegava que conhecia uma amiga cujo filho se quebrou brincando com um deles. As mães mais cautelosas ficavam assustadas e não deixavam suas crianças chegarem perto.

Eu cheguei a ter patins e era de longe meu brinquedo favorito, até que minhas tias convenceram minha mãe de que eu poderia morrer andando com aquele treco e acabaram com a minha alegria. Na época eram muito comuns os patins de amarrar no sapato. Tratava-se de uma base de metal com rodinhas e tiras de velcro ou de couro que a gente usava amarrado no tênis. Parecia muito com a foto abaixo, mas costumavam ter cores neon.

5. Não se esqueça da minha Caloi – Ceci ou Cecizinha, as Caloi eram muito legais e o comercial era tão grudento que até hoje muita gente lembra. O bonequinho ruivo aparecia em todo canto avisando para os pais não esquecerem da Caloi. Nas lojas era possível conseguir folhetos com ele para espalhar pela casa, lembrando aos pais de que o Natal estava chegando.

As mais observadoras devem ter percebido que a bicicleta da foto é uma Monark Brisa e não uma Caloi. As marcas eram concorrentes e a Monark não era tããããão legal. Mas só ela tinha fotos com qualidade, como a Caloi relançou a Ceci, não encontrei imagens do modelo antigo.

As maiores decepções do Natal

Aposto que vocês já receberam pelo menos um item dessa lista no Natal ou no aniversário e pensaram “que droga”. Não que calcinhas ou tijolinhos de montar não fossem úteis ou divertidos, mas era chato ganhar isso de Natal. Dividi a lista das decepções em nível de frustração usando corações partidos.

1. Blocos “Futuro Construtor” – você queria a casa da Barbie ou uma casa de madeira e tcharãããããn ganhava blocos para montar “igrejinhas” (sempre achei que eram igrejas). A maioria das crianças dos anos 90 teve estes blocos e eles eram muito divertidos. Mas era um pouco decepcionante desejar a mansão da Barbie e ganhar isso.

2. Pega Varetas – Elas eram coloridas, baratinhas e perigosas! Quem nunca terminou uma partida de pega varetas brigando com o amigo ou o irmão que roubou? Com a confusão armada, o brinquedo inocente pode se tornar uma arma perigosa! Eu já espetei e fui espetada muitas vezes.

3. Meias – toda criança precisa de meias. E como falei lá no início do post, era uma época de pouco dinheiro, nossas mães ficavam agradecidas quando ganhávamos meias e elas economizavam um pouco. Mas era chato ganhar meias e só as estampas legais melhoravam o humor.

4. Calcinhas – é o mesmo caso das meias, mas ainda mais frustrante pois haviam calcinhas lindas… com muitos babados na bunda e a gente não podia mostrar para as amigas. Era como não ganhar nada.

5. Lenços – hoje em dia eles praticamente não existem mais, mas no passado a gente ganhava muitas caixas de lenços bordados e não entendia direito para o que servia aquilo. Era o pior presente que uma criança poderia ganhar.

 

Qual era seu grande sonho de Natal? E qual presente decepcionava mais?

 

nov 30, 2012
Tamy

De repente 30: desenhos animados dos anos 80 e 90

Nooooooossa! Quanto tempo faz que eu não escrevia um “De Repente 30″! Estou com uma lista de temas enorme, mas cadê tempo para pesquisar? Sempre que escrevo essa tag, passo horas relembrando com saudade aquele tempo bom dos anos 80 e 90.

Hoje vou falar sobre alguns dos meus desenhos favoritos. Provavelmente este post terá continuação, pois se fosse escrever sobre todos eles, a barra de rolagem ficaria imensa e vocês perderiam a paciência. Então escolhi alguns que eu adorava e outros que não gostava tanto assim mas que merecem um espaço por aqui.

Os desenhos dos anos 80 eram repletos de animais falantes em mundos estranhos e situações bizarras que a gente adorava e achava super normal. Os Ursinhos Carinhosos por exemplo, passavam o dia stalkeando crianças para ver o que elas faziam, tinham canhões de energia em suas pancinhas barrigas e tatuagem de coração no bumbum. Modernos né?! Imagina o que eles fazem no facebook hoje em dia o.O

Os Smurfs eram azuis e cantavam o dia todo, imagine quanto assédio Smurfete sofria vivendo em uma cidade onde só havia homens! Havia também os Usinhos Gummy que tomavam um suquinho mágico e saiam pulando (mais tarde a gente descobre que o tal suquinho existe mesmo).

He-man e She-ra são clássicos e eventualmente ainda assisto alguns episódios no canal Gloob. Sempre achei a She-ra um luxo (definitivamente “A Princesa do Poder” descrevia bem o seriado), possivelmente ela e as paquitas sejam a causa da minha loirice atual. Igualmente loiro e da família real, He-man era irmão de She-ra. Ele usava botas peludas que anos mais tarde inspirariam uma coleção da Chanel e uma sunga também feita de pele que deveria causar uma coceira horrível. Imagine montar o Gato Guerreiro vestindo isso… pobre príncipe Adam!

Meus desenhos favoritos sempre foram os de aventura, por isso sou órfã de Caverna do Dragão. É meio frustrante que a série não tenha uma conclusão, mas o final previsto é igualmente frustrante, então é melhor que fique como está. Outro desenho quase tão confuso quanto Caverna do Dragão é Cavalo de Fogo, porém os vilões não eram tão assustadores e muitas vezes beiravam o ridículo. Mas o cavalo era incrível e dava muita vontade de ser a princesa Sara.

Embora eu não seja uma grande fã de Disney, Duck Tales – Os Caçadores de Aventuras era diversão garantida. É muito bom conhecer a história da moedinha número 1 do Tio Patinhas <3 os sobrinhos do Pato Donald não eram chatos como o tio e as histórias eram ótimas.

Os Muppets Babies eram uma delícia, embora hoje eu ache esquisito deixar um bando de crianças sozinhas o tempo todo em um quarto. Tudo bem, as pernas da babá também eram bem estranhas. Esse era um dos desenhos que meu irmãozinho mais gostava, então eu assistia com ele sem imaginar que os Muppets da Broadway existiam (em um mundo sem internet, a gente não sabia de muita coisa).

Uma coisa que eu desejo até hoje é o carro voador dos Jetsons. Não apenas porque ele voa, mas principalmente porque não é preciso estacionar, já que ele se transforma em uma maleta quando você chega ao destino. Sempre penso nisso quando não encontro vaga para estacionar :(

Desse poucas vão lembrar, mas houve uma época em que eu queria ser Jem e cantar com as Hologramas. Ok, hoje eu vejo que ele é total anos 80, desde os cabelos ao traço tosquinho. Por isso foi tão fácil trocar a Jem pela Sailor Moon anos mais tarde. Mas o fato é que Jem era tão diva que quase 30 anos depois, ganhou uma caixa de DVDs e até uma boneca.

Que saudades da época em que eu acordava de manhã pensando na hora de comer bobagens (sem engordar) no sofá enquanto via meus desenhos favoritos! Passar o dia no sofá não dava dor na coluna e pagar contas era coisa chata de adulto.

ago 13, 2012
Tamy

Spice Girls – última apresentação e depoimentos de fãs


Foto destaque: Daily Mail . Fotos menores: Instagram das Spice

Um dos assuntos mais falados no Twitter no último domingo foi o encerramento dos jogos olímpicos de Londres. Como fã de Spice Girls, vibrei ao saber que haveria uma apresentação das garotas e fiquei chateada ao descobrir que provavelmente seria a última reunião do grupo. Foi quando eu percebi que várias leitoras do blog também curtiam as Spice e convidei algumas delas para contar suas experiências por aqui. Tenho certeza que muitas de vocês irão se identificar com as histórias dessa época tão gostosa na década de 90! :)

“Foi lá por 1996 que ouvi falar pela primeira vez nas Spice Girls. Já tinha quase 10 anos e era época em que Backstreet Boys = vida, hahaha. Mas quando conheci as Spice foi amor imediato, o girl power que elas representavam era uma mudança total de padrões que naquele momento eu não entendia, mas de alguma forma me atraía demais. Daí para unir um grupinho no colégio e fazer apresentações (!!!) dublando o quinteto foi um pulo.  Detalhe importante: sempre batalhava para ser a Geri, mas a Melanie C. era quem mais sobrava e a gente precisava fazer rodízio… AFFF! Camiseta, pôster e CDs estavam no meu kit básico, mas a preciosidade mesmo eram as CINCO bonecas com esse outfit incrível que ganhei de aniver. As Barbies ficavam em êxtase quando iam no show, rsrsrs.
Taidje Gut do blog Glamour de Garagem

 

Minha paixão pelas Spice Girls começou com uma brincadeira, em 1997, eu e umas amigas resolvemos montar um grupinho pra imitá-las e dançar as músicas delas. A gente fazia até showzinho na garagem de casa e cobrava ingresso kkkk. Desde que isso começou eu não parei mais de gostar delas, esses cds e dvds são o que sobrou da minha coleção, que na verdade tinha mais coisas: camisetas, embalagens de pirulitos, revistas…mas elas acabaram se perdendo no caminho entre as mudanças, infelizmente.

Hoje paro pra analisar e vejo que continuo fã exatamente do mesmo jeito… que fica feliz quando vê alguma notícia nova delas, que ainda salva todas as fotos que vê na internet, que se emociona quando escuta os cds e fica triste quando pensa que nunca, NUNCA vai poder ver um show ao vivo dessas mulheres que eu tanto amo.

Dessa paixão pelas Spice, surgiu minha paixão pela Melanie C, que era quem eu imitava no meu grupinho, adoro demais e sonho com o dia em que vou poder ir a um show dela. Espero que isso seja possível, acompanho sua carreira solo desde seu primeiro CD. Sigo o twitter de todas elas, assim fico por dentro de tudo que anda acontecendo no mundo das minhas divas!
Daniele Marques

Assim como a maioria das adolescentes da década de 90, eu era fã das Spice Girls. Comprava pirulitos Chupa Chups para ter as figurinhas, tinha umas amigas que formavam um grupo que dançava as coreografias delas e sempre que passava nas bancas de revista, procurava novas revistas e material sobre ela. Meu quarto tinha posters nas paredes e, de tanto material, acabei fazendo uma pasta delas que guardo com muito carinho até hoje.

De vez em quando eu dou uma olhada, releio (pela centésima vez) as matérias e, claro, ouço as músicas. Sempre que eu e meus amigos gays estamos animadíssimos escutamos as divas com direito a coreografia e tudo – mesmo se for no carro. Desde que a Tamy pediu as fotos, voltei a escutar com maior frequência e minha filha de 4 anos está gostando também. Tenho ainda o case com os 3 cds do grupo, um ao vivo (que também tenho o show) e o solo da Emma. Se elas continuassem juntas, certamente eu iria no show e cantaria loucamente todas as músicas e dançaria todas as coreografias.
Juliana Winge 

Eu também fui muito fã das Spice e obviamente tinha um tênis plataforma, várias revistas e um grupinho onde eu era a Mel C. Esses são meus cds que estavam na casa a minha mãe e agora pude passar pro iTunes. É uma trilha ótima pra malhar! *___*

Minha favorita sempre foi a Victoria que na época ainda era Adams. Hoje acho ela blasé e perdi a simpatia, provavelmente porque o grande motivo do grupo não voltar a se reunir seja ela ¬¬ Honestamente? Sou a favor de colocarem um bonecão de posto do lugar da Vicky e seguirem com as Spice, seria mais animado e mais participativo! hehehe

E antes de deixar vocês com o vídeo da última apresentação das Spice, quero saber… vocês gostaram da apresentação no encerramento das olimpíadas? Eram fãs das Spice Girls?

Os vídeos do Youtube sairam do ar, mas você pode assistir a transmissão da Record nesse link.

jun 18, 2012
Tamy

De repente 30: oi oi oi – 20 anos de Latino

Oi oi oi“, é o que pipoca no twitter sempre que começa a novela Avenida Brasil. O hit Dança Kuduro que abre a novela (e virou “Vem dançar com tudo” ¬¬ ), trouxe Latino de volta ao ranking das músicas mais tocadas, com direito a clipe com Ferrari e muitas dançarinas. O tal Kuduro está fazendo tanto sucesso que resolvi dedicar o De Repente 30 a este “símbolo sexual” da minha infância (lembro que o Faustão dizia que ele era um símbolo sexual, eu perguntava pro meu pai o que significava isso, mas nunca obtive resposta hahaha). A verdade é muita gente esqueceu, mas eu lembro beeeeeeeeem do Latino de bigode cantando com a Angélica!

Em 1994 Latino usava bigode, cabelo enrolado, coturno com calça larga e jaqueta de couro, ele “emprestava” alguns passos da coreografia de Michael Jackson e foi um dos primeiros cantores-dançarinos desse Brasilzão, aposto que Jacaré se inspirou nele para criar as dancinhas do Gera Samba (desenterrei essa hein?!).

No vídeo acima, Latino mostra todo seu repertório de dançarino-símbolo-sexual enquanto canta com Angélica SEM Angélica. Observe que uma das backing vocals dançarinas faz a Angélica-substituta. Na década de 90 valia tudo né?!

“Só você que me fascina-a
só você que me alucina-a
Só você que me faz delirar, com seu jeito de ama-ar”

Na mesma época, Latino e Angélica lançaram juntos, um clipe chamado Sonhos, que você pode assistir aqui. Lembro que eu achava que eles íam acabar juntos, de tão românticas que eram as canções da dupla. A ingenuidade não me deixava reparar que eles não se encontravam nem pra gravar um clipe!

Depois da época “bigode + coturno”, Latino sumiu por uns tempos e reapareceu no início de 2000 apoiando a carreira(?) de Kelly Key. Como todo belo e duradouro casal da mídia, eles tinham tatuagens apaixonadas: ela um rabisco de Latino na perna – que mais tarde virou uma fada (!) – e ele um retrato da amada, que por um bom temp se recusou a apagar. Não sei no que essa tattoo se transformou, alguém sabe?

Em 2005 – após a separação – Latino voltou de visual renovado, parecidíssimo com um outro artista brasileiro, sabem quem? Na época ele lançou uma versão brasileira de Dragostea Din Tei que se tornou Festa no Apê e tocou extaustivamente naquele verão, com direito à coreografia e muitas versões “alternativas” do clipe.

Em seu site, Latino se proclama “o maior showman do Brasil”. Se é o maior eu não sei, mas sem dúvida esse homem é um fenômeno a ser estudado! Há 20 anos ele some e reaparece com um hit ruim grudento, acompanhado de coreografias duvidosas contagiantes e visual renovado. Ele fez parte da minha (nossa) infância, da adolescência, da juventude e possívelmente terá algum hit infame quando eu atingir a terceira-idade, por isso Latino merece estar no De Repente 30.

Para encerrar, deixo vocês com o vídeo de Não adianta chorar, cheio de “efeitos especiais”, coreografias e a sensualidade que eram a marca de Latino na década de 90. Quer rir? Assista! Tem direito até a trechinho em inglês :D

Páginas:1234567»

publicidade

Histórico de posts

Bloglovin

bloglovin